O mundo apoia Lula: Líder político francês defende Lula e chama Flávio Bolsonaro de marionete dos EUA

O mundo apoia Lula: Líder político francês defende Lula e chama Flávio Bolsonaro de marionete dos EUA

Líder da esquerda francesa declara apoio à reeleição do atual presidente, destaca o combate à pobreza no Brasil critica a política externa dos Estados Unidos

 O líder da esquerda francesa Jean-Luc Mélenchon declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do petista no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). Em  mensagem dirigida aos brasileiros, gravada em Paris, o dirigente chamou o senador da extrema direita de “marionete” e denunciou que o parlamentar é subordinado aos interesses dos Estados Unidos.

O dirigente também destacou a trajetória política de Lula e sua identificação com trabalhadores e setores de menor renda. Mélenchon afirmou que o presidente brasileiro conquistou reconhecimento na França por suas políticas sociais e pela defesa de melhores condições de vida.

“Lula, há muito tempo agora, é, de certa forma, nosso herói comum”, declarou, ao comentar a imagem do presidente brasileiro entre movimentos sociais franceses. “Para nós, os franceses, Lula é o homem que fez recuar massivamente a pobreza no Brasil. E nós, em nosso país tão desenvolvido, é o contrário que acontece”, continuou.

“Enquanto nós mesmos estamos na luta, Lula representa a possibilidade de uma outra forma de governar, quer dizer, a possibilidade de governar ao serviço do maior número do povo, e não dos bilionários, dos que têm muito dinheiro, pegam tudo e não compartilham nada”, afirmou.

Mélenchon associa disputa brasileira à influência dos Estados Unidos

O dirigente francês dedicou parte de sua mensagem a críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro e à influência dos EUA sobre a política internacional. Na avaliação de Mélenchon, uma eventual vitória do senador representaria a continuidade de uma orientação política subordinada a Washington.

“Nós sabemos muito bem quem é Bolsonaro, o filho. Nós sabemos que ele é nada mais do que um agente, uma marionete, uma aparência de pessoa completamente controlada pelos EUA”, declarou.

O líder da esquerda francesa também acusou os EUA de adotar uma política externa baseada em pressões econômicas, ameaças e intervenções contra outros países. Segundo ele, essa atuação afeta tanto a América Latina quanto a Europa e a China.

Mélenchon descreveu Washington como “um império que quer dominar todos os povos e toda a planeta” e afirmou que as relações internacionais norte-americanas seguem uma trajetória histórica marcada pelo militarismo e pela tentativa de exercer influência sobre outras nações.

O político francês citou as pressões exercidas sobre países europeus e as tensões com a República Popular da China. Para ele, a eleição brasileira integra um cenário internacional de disputas envolvendo soberania nacional e autonomia política.

Ao relacionar o segundo turno brasileiro a esse contexto, Mélenchon apresentou a derrota de Flávio Bolsonaro como um acontecimento que, em sua avaliação, teria repercussão sobre a influência dos EUA no cenário mundial.

Eleição brasileira mobiliza atenção da esquerda francesa

Mélenchon afirmou que acompanha a disputa presidencial brasileira por considerar que seu resultado poderá influenciar debates políticos em outros países. Segundo o dirigente, Lula possui uma trajetória reconhecida entre movimentos sociais e organizações de esquerda da França.

O líder francês apresentou o presidente como uma figura associada às reivindicações de trabalhadores e pessoas que enfrentam dificuldades econômicas. Em sua avaliação, essa identificação explica a atenção dedicada ao segundo turno por setores políticos franceses.

Ao longo do pronunciamento, Mélenchon reforçou a proximidade que enxerga entre os movimentos sociais dos dois países e afirmou que a sociedade francesa acompanha os acontecimentos brasileiros com interesse.

O político também destacou que a eleição acontece em um contexto internacional marcado por conflitos, disputas econômicas e questionamentos sobre a influência das grandes potências.

Na parte final da gravação, Mélenchon dirigiu uma mensagem aos brasileiros e ressaltou os vínculos políticos e sociais que, em sua avaliação, aproximam Brasil e França.

“Então, nós contamos com o Brasil como com um país e uma nação, irmã da nossa. E com vocês todos, brasileiros e brasileiras, como nossos irmãos e irmãs”, concluiu o dirigente francês.

Agressões dos EUA à soberania brasileira

Ao longo de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) realizaram articulações políticas nos EUA para pressionar o governo do presidente estadunidense, Donald Trump, a impor sanções ao Brasil. As iniciativas ocorreram em reação à condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado.

No mesmo ano, a administração Trump anunciou duas rodadas de tarifas contra produtos brasileiros, com alíquotas de 25% e 12,5%. Washington também classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Essas medidas ampliaram os instrumentos de pressão econômica e diplomática dos EUA sobre o Brasil, além de abrirem caminho para eventuais sanções adicionais. Com informações do BR247

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