Coluna da Angélica- Gladson ameaça usar a caneta incessantemente

- Impactante

O governador Gladson Cameli (PP), reuniu sua base de apoio para um café da manhã, na quinta-feira (27).

O objetivo teria sido o mesmo das reuniões anteriores: a defesa cega do governo e o apoio à candidatura dele à reeleição.

No final da reunião, o governador teria entregado um envelope fechado para cada um dos deputados. Dentro do envelope, a lista dos nomes e cargos dos indicados pelo parlamentar. Ameaça mais clara de usar a caneta, impossível.

O gesto provocou mal estar, principalmente porque recentemente o governo abortou a CPI da Educação com a retirada da assinatura do deputado Fagner Calegário (Podemos), nada menos que o representante das empresas terceirizadas no parlamento.

Calegário nega qualquer vantagem para a mudança radical de posição. Nega, mas ninguém acredita. Principalmente os deputados da base de sustentação do governo. Todos sabem que "não existe almoço grátis".

Para jogar mais areia nesse angu, basta dizer que as empresas terceirizadas contratam trabalhadores indicados pelos políticos e que as empresas ganham em média, o dobro do salário de cada trabalhador, apenas pelo fornecimento da mão de obra. Ou seja atuam praticamente como atravessadores de mão-de-obra.

A relação seria mais ou menos esta: os políticos indicam, as empresa fornecem e o governo contrata as empresas. Os que trabalham de verdade são os que menos ganham. Aproximadamente 15 mil pessoas trabalham como terceirizados no Acre.

Democracia fake

O Brasil tem 60% da população formada por negros e pardos e apenas 3% destes no Congresso.

51% da população, são mulheres e a representação feminina no Congresso Nacional é de 9%.

Em contrapartida, o percentual de ruralistas no país é de 1% mas essa categoria tem 30% de representantes no congresso.

Os empresários do país não ultrapassam os 3% da população total do país, mas a representação deles no Congresso é de 50%.

Portanto, nossa democracia representativa é formada majoritáriamente por homens brancos e ricos. Isso ajuda a explicar porquê é tão difícil diminuir a desigualdade social no país.

 Jogo de cena

O anúncio da separação do casal Marfiza Galvão/ Sérgio Petecão, foi encarado no meio político acreano como um jogo de cena. Separados oficialmente, Marfiza poderia concorrer ao Senado, para fortalecer a candidatura do marido (ou ex) ao governo do estado.

Mas o que poderia ser uma demonstração de força tem efeito contrário. Mostra que o senador Sérgio Petecão (PSD), não tem ao lado dele, um nome com densidade eleitoral.

Aliás, na análise política da taba, Petecão é chamado de "onça pintada". Como a onça pintada, Petecão anda só.

A pergunta que circula é sobre a estranha sina dos senadores do Acre. Os três separados na mesma legislatura? Parece que Senado não combina com casamento.

Bom dia governador Gladson Cameli.Vossa excelência terá coragem de pedir votos em Marechal Thaumaturgo? O município está isolado e sem médico em meio a uma pandemia. É gestão que chama?

 

 

 

 

Comente no Acre in foco usando sua conta no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Follow us on Social Media