Gladson tenta tirar município amazonense do isolamento mas municípios do Acre continuam isolados

Gladson tenta tirar município amazonense do isolamento mas municípios do Acre continuam isolados

Em julho de 2020 o governo do Acre anunciou o início da obra da estrada para ligar o município de Envira-AM à Feijó-Ac para agosto de 2020. Envira é um município amazonense isolado, como os municípios acreanos Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus, Jordão e Porto Wálter.

O termo de cooperação foi assinado em Manaus, no dia 22 de outubro de 2020 (dois meses depois), entre o secretário de Infraestrutura do Amazonas, Carlos Henrique Lima, e o governador do Acre Gladson Lima Cameli.

São 90km de distância entre as duas cidades. A maior parte (56 km), em território acreano. Envira é um município isolado por terra, distante 1.216 km de sua capital, Manaus. De acordo com o governador do Amazonas, cada estado ficará responsável pela sua parte. Wilson Lima (PSC) disse que o  investimento previsto era de R$ 25 milhões, mas não informou se este seria o valor correspondente ao total da obra ou tão somente a parte do Amazonas. R$ 25 milhões equivalem ao orçamento de 25 pistas de pouso como a de Marechal Thaumaturgo.

O orçamento para a pavimentação da estrada entre Feijó e Envira é de R$ 180 milhões. Novamente a imprecisão das informações não esclarecem se este valor refere-se ao total da obra ou a parte localizada em território acreano e portanto, exclusivamente às expensas do Acre.

O Governador Gladson Cameli, declarou: “Essa estrada tem o total interesse do governador Wilson Lima, do Amazonas, e do nosso governo também.

Por ocasião da assinatura do termo de cooperação entre o Acre e o Amazonas para a abertura da estrada, o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), declarou: “Essa estrada tem o total interesse do governador Wilson Lima, do Amazonas, e do nosso governo também. Essa ligação vai tirar o município de Envira do isolamento depois de muitos anos de expectativa”.

Tirar do isolamento os 4 municípios do Acre, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Porto Walter e Santa Rosa do Purus, foi uma promessa de campanha de Gladson Cameli. Marechal Thaumaturgo está cada vez mais isolado. Em plena pandemia não pode sequer contar com uma pista de pouso para transportar pacientes em estado grave para Cruzeiro do Sul.   O governo do Acre também não consegue manter médicos em Marechal Thaumaturgo, falta que poderia ser suprida se sancionasse o projeto do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), que autoriza a contratação de médicos formados no exterior durante a pandemia. O projeto foi aprovado por unânimidade na Assembleia Legislativa do estado no dia 18 de maio. O MPF já deu parecer favorável. Aos médicos formados no exterior, Gladson prometeu sancionar o projeto.

 De acordo com os moradores de Feijó, a obra da estrada até Evira-AM, está parada. Apesar de trazer algum benefício para os  moradores do Rio Juruparí,  que produzem farinha, todos concordam que o maior benefício é para os moradores da cidade amazonense que com a estrada poderão fazer compras  e até buscar serviços médicos no Acre, ficando ligados por terra, via Acre, a outros municípios do Amazonas.
Segundo os feijoenses,  as margens do trajeto demarcado para a estrada foram invadidas e loteadas principalmente por grileiros.

Município de Envira

Tem uma população estimada em 20.393 habitantes, praticamente o mesmo número de habitantes de Marechal Thaumaturgo.

Os moradores de Envira gastam 32 minutos para ir até Feijó. Os de Marechal Thaumaturgo levam entre 7 a 8 horas de voadeira até Cruzeiro do Sul, ou um dia inteiro de canoa, embarcação utilizada quando o nível das águas do rio está baixo.

Ao Imac, o governador Gladson Cameli pediu celeridade na liberação do licenciamento  ambiental para o trecho de 26 quilômetros de floresta nativa  impactados pela obra.

O licenciamento foi anunciado em 25 de julho de 2020, e o diretor-presidente do Imac, André Hassem reforçou a importância de “tirar os irmãos amazonenses do isolamento“.

A autorização permitiu a derrubada da vegetação para a abertura da estrada, sem o uso de fogo e sem o aproveitamento comercial das espécies florestais.

O Deracre é o responsável pela execução da obra.

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