MPE apura denúncia de Caixa Preta no Deracre

As denúncias vão da contratação da empresa particular do diretor-presidente para trabalhos no Deracre à contratação de familiares dele.

De acordo com a denúncia que chegou à Promotoria do Patrimônio Público, até a babá do filho do diretor-presidente teria sido lotada no Deracre.

O inchaço da folha de pagamento de terceirizados teria ocorrido para possibilitar a contratação de pessoas ligadas a empresa do atual Diretor Presidente.

O súbito aumento de gastos que pulou da dotação inicial de R$ 2 milhões e 105 mil destinado a serviços de terceiros, para R$ 24 milhões e 585 mil chamou a atenção do Tribunal de Contas do Estado, que está analisando as contas.

No Ministério Público consta ainda a informação que o diretor de obras contratou o próprio filho para a única função de acompanha-lo em visitas a obras. O rapaz estaria lotado em uma sala ao lado do gabinete do pai. Outros casos graves se somam.

De acordo com a denúncia feita à Promotoria do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual, a empresa do diretor-presidente do Deracre elaborou o projeto de pavimentação das estradas vicinais, apesar de oficialmente terem sido feitos pela Funtac.

Os fiscais do Deracre que se recusaram a elaborar as medições teriam sido substituídos.

A maioria do levantamento de campo teria sido feito por um topógrafo funcionário da empresa do diretor-presidente.

Trecho da denúncia afirma que: A Funtac deveria seguir o solicitado em termo de referência, assim gozaria na entrega dos projetos de um recurso de aproximadamente R$ 2 milhões, mas como os  projetos estão carregados de falhas grotescas, os fiscais do contrato solicitaram que o termo de referência fosse atendido, assim só elaboraram medição de R$ 500.000,00, referente às peças técnicas que atendem ao termo de referência”.

A empresa do diretor-presidente também teria sido contratada , por meio de um contrato de manutenção, para fazer uma obra de reforma e adequação na sede do Deracre. Um engenheiro sanitarista é apontado como quem conduz a reforma. A empresa também teria vendido os aparelhos de ar condicionado para o Deracre.

Casos relacionados

A denúncia também trata do excesso de contratação de empresas por meio de adesão a caronas de registro de preços e execução de obras do cercamento dos aerodromos, por meio de contrato de manutenção e da aquisição de softwares na área de arquitetura que não é a área do Deracre.

A promotora Myrna Mendonça, titular da 1ª Promotoria do Patrimônio Público do Acre, apura o caso, mas disse que não pode fornecer detalhes para não prejudicar o andamento das investigações.

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