Que a política do Acre é uma caixa de surpresas, e inegável. Que o senador Márcio Bittar (MDB) tem duas características intrigantes, também. Ele é focado nos objetivos e fiel a si mesmo. Márcio prometeu eleger a ex-esposa ao senado, e trabalha com afinco para isso. Em torno da gravidade de Bittar, orbitam cinco partidos que seguem as determinações dele: O Republicanos sob a presidência do rebento do casal Bittar; o Solidariedade, entregue de bandeja ao Secretário Adjunto de Educação, Moisés Diniz (ex-PCdoB e ex-PP); o PSL, presidido por Pedro Valério; o PTB, da amiga Charlene Lima e o PSDB sob a presidência de Manoel Correia, o Correinha.
Destes, dois partidos terão problemas para manter esse apoio. O PSL que apesar de ser reduto de muitos bolsonaristas, não conta com a simpatia do presidente da Executiva Nacional, Luciano Bivar à Jair Bolsonaro, e o PSDB que se prepara para disputar contra Bolsonaro.
Ora, Márcio Bittar, apresenta a ex-esposa Márcia Bittar como “a candidata de Bolsonaro” e afirma que ela irá filiar-se ao partido que abrigará a candidatura Bolsonaro à reeleição.
Bivar, afirmou que o partido não será coadjuvante em 2022 e a intenção é ter uma candidatura própria. O apresentador de tv, José Luiz Datena é até o presente, pré-candidato a presidente da República pelo PSL. Caso a candidatura se mantenha, o PSL do Acre não poderá estar no palanque adversário com Márcia Bittar.
Na mesma linha segue o PSDB. O partido também não abre mão de candidatura própria para a presidência da República e tem três fortes candidatos que disputam a indicação. Entre João Doria, governador de São Paulo, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, o ex-presidente FHC abraça a candidatura do senador Tasso Jereissati. Nesse contexto, a Executiva Nacional não deve considerar os estreitos e antigos laços que unem o presidente local ao senador do MDB, nem ao fato de terem sido correligionários no antigo PPS. O candidato tucano à presidência da República precisará de palanque no Acre e pelo que me consta a nacional não abrirá mão disso.
Na difícil e tumultuada eleição de 2022, cada voto importa e será disputado à tapas. Diferente da eleição municipal de 2020 quando as suspeitas de favorecimento da presidência tucana no Acre a candidatura do PSB apoiada pelo governador Gladson Cameli (PP), nunca foram dirimidas. O candidato do PSDB à prefeitura de Rio Branco liderou todas as pesquisas, mas chegou em terceiro lugar.
O inexplicável terceiro lugar de Minoru Kinpara (PSDB) e o fato de Manoel Correia, presidente do PSDB no Acre ter sido mantido em cargo de governo até hoje, alimentam as suspeitas. Até porque o governador declarou durante a campanha que não havia lugar para quem apoiasse outra candidatura que não a de Socorro Neri (PSB).
Para completar, o PTB, desde a prisão de seu presidente nacional Roberto Jefferson, está em fase de encolhimento. Sete dos 10 deputados federais eleitos pelo PTB devem trocar de partido. O que significa que o PTB na eleição de 2022, será mais um partido nanico, lutando pela sobrevivência.
Pelo jeito, nessa de uma mão lava a outra e as duas aplaudem Bittar, nem todas conseguirão se manter unidas como mostram as fotos. Em tempo, a candidatura da esposa de Márcio Bittar ao senado não conta com o apoio do MDB, partido do marido.
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