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Bonecos de Gladson

Cansaram de esperar- integrantes do cadastro de reserva da Polícia Civil carimbam o governador de “Pinóquio”, acusando-o de prometer sem intenção de cumprir

O dia foi complicado para o governador

Com os bonecos (João Bobos) expostos na frente da Assembleia Legislativa pelos integrantes do cadastro de reserva da Polícia Civil,  o deputado Neném Almeida (Podemos), exibiu no plenário, três vídeos em que o governador prometia a convocação do cadastro de reserva da Polícia Civil.

Em um deles, durante a campanha, Gladson aparece dizendo que  só não os convocaria se não votassem nele e em consequência não fosse eleito, ou se Deus não quisesse. O que provocou o comentário do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB): “acreditaram. Ele foi eleito. Só falta o pecado capital: culpar Deus. Pode querer colocar na conta de Deus a brincadeira com o sonho dos jovens”.

Edvaldo, destacou que Gladson Cameli (PP), prometeu convocar todo o cadastro de reserva e só convocou 17 para repor vagas abertas, as chamadas vagas de reposição: “são verdades que incomodam. Gladson traiu a confiança desses jovens. Foi enganação, perversidade, mentira. Mentiu na pré campanha, várias vezes na campanha, na escadaria do palácio, na calçada…largue essa mania de potoqueiro, governador. Não brinque com os sonhos da população. Encontra solução para coisas altamente questionáveis, por que não soluciona esse problema? O problema  foi criado por Gladson Cameli e tem que ser resolvido por ele”.

joao bobao

Os pronunciamentos dos deputados Edvaldo  Magalhães,  Neném Almeida e Jenilson Leite (PSB), que taxou as promessas de eleitoreiras, incomodaram o deputado Fagner Calegário que disse que não cabe aos deputados ficar culpando o governador e sim atravessar a rua e ir ao palácio falar com Gladson: “não podemos cair na ilusão da oposição… vamos nos unir, não dá para ficar no quanto pior, melhor”.

A reação não se fez esperar :” quem vendeu ilusão Calegário, foi o Gladson que disse que ia chamar todos  do cadastro da Polícia Civil. Os deputados estão se esforçando na tentativa de salvar tanto o cadastro de reserva quanto a palavra do governador. Estamos fazendo o nosso dever. Não fazemos oposição pessoal”, respondeu diplomaticamente o deputado Jenilson Leite.

Mas Calegário não escapou da língua afiada de Edvaldo Magalhães que taxou a reação do colega do Podemos de  tentativa de ser uma espécie de líder substituto sem ser chamado: “Calegário, não cola. Foi uma frase infeliz. Não dá para livrar a cara do culpado Gladson Cameli. Capoeirista. Só dá rasteira.  Incomoda o governo ver o povo ocupando a galeria. Tanto que os retira sob o pretexto de conversar “.

O deputado Edvaldo Magalhães alertou os integrantes do cadastro de reserva que eles só têm três semanas para conseguir uma mudança de postura do governador porque na próxima semana a Assembleia Legislativa estará esvaziada em função do congresso da Unale: “não aceitem audiência com o plenário esvaziado”.

Da galeria da casa, os integrantes do cadastro de reserva acompanhavam a sessão com cartazes onde cobravam as promessas do governador e protestavam contra o pequeno número de convocados na semana passada. 17 convocados já no final do terceiro ano de mandato, quando a promessa era convocar todos, foi a gota d’água. “Fomos enganados”, é a conclusão dos concursados.

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