Resultado da pesquisa é um alerta para o governo: a luta pela reeleição será dura

Resultado da pesquisa é um alerta para o governo: a luta pela reeleição será dura

Fazendo a estratificação da pesquisa, chegamos ao seguinte resultado: a  maioria dos pesquisados tem entre 25 e 34 anos,  ensino médio e renda de até um salário mínimo. São evangélicos e quase a totalidade da zona urbana. É este segmento que dá a vitória ao governador Gladson Cameli (PP), neste momento.
Cameli fez campanha nesses três anos de mandato. Sérgio Petecão (PSD), assumiu a candidatura ao governo em 2021. Mara Rocha, Jenilson Leite (PSB) e Jorge Viana (PT), nem definiram se serão candidatos ao governo do estado ou ao Senado. Mesmo assim Mara Rocha só foi lembrada na pesquisa para o governo e como sendo do PSL. Mara ainda é filiada ao PSDB e em abril quando abrir a janela, vai para o PL. A maioria do eleitorado dela é da zona rural, assim como boa parte do eleitorado de Jenilson que tem sua base principal em Feijó e Tarauacá. Mais de 90% dos entrevistados eram da zona urbana.

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Outro detalhe que chama a atenção é o fato de no ítem, nome mais preparado para enfrentar os problemas do estado, Gladson Cameli ganhar de Jorge Viana por quase 10% de diferença apesar do resultado ter sido pró- Jorge Viana quando a questão foi se o Acre era melhor com o petista ou está melhor com Gladson. Aliás, em nenhuma das áreas pesquisadas (Saúde, Segurança, Educação), o governo Gladson aparece com alguma vantagem em relação aos governos anteriores.
comparaçao
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Apenas 11,2% consideram o governo Cameli ótimo. Outros 38, 9%, bom, o que dá uma aprovação total de 50,1%. E nem isso reflete a realidade, segundo o presidente do PT, Cesário Braga: “as três principais categorias de servidores públicos do estado (Educação, Saúde e Segurança) protestam contra o governo Gladson Cameli dia e noite e não existem investimentos do governo nos municípios. Por onde eu passo é o povo reclamando das promessas não cumpridas do Gladson. Lembrando que a pesquisa não alcança a zona rural onde não existe atuação do governo”.
Na estimulada, Lula do PT vence Bolsonaro (PL), por menos de 1%, mas quando se recorda que Jair Bolsonaro teve quase 80% dos votos em Rio Branco na eleição de 2018,  a mudança é significativa.
O jornalista Leo Rosas, conclui que o cenário é indefinido. Só há uma certeza, se os números se mantiverem nesse patamar (47% para Gladson) a eleição para o governo do estado será decidida no segundo turno e vai depender do poder de aglutinação do adversário. O sociólogo Irailton Lima pondera: “dificilmente um governante que busca novo mandato agrega votos ao longo da campanha. A tendência é perder”. Leia Aqui
Leo Rosas pontua: “Foi feita uma gambiarra para inflar uma aprovação inexistente. O quesito regular, seja ele bom ou ruim, não é sinômino de aprovação. Quem considera uma administração regular é a mesma pessoa que julga o governo como se fosse “meia-boca”… terreno fértil para expor as contradições de um governador que prometeu muito, mas não realizou nada”.  Leia no Portal do Rosas

 

 

 

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