Condenado por abuso, médico admite que tocava clitóris de pacientes

Condenado por abuso, médico admite que tocava clitóris de pacientes

Condenado por abuso, médico admite que tocava clitóris de pacientes

No depoimento, divulgado pela GloboNews, o médico disse que suas pacientes lhe procuravam para fazer tratamentos de prevenção ao envelhecimento celular, e ele receitava medicamentos antioxidantes e para emagrecer. Disse que, por causa dos remédios, as pacientes poderiam ter efeitos colaterais, então ele precisava introduzir os dedos na vagina das mulheres “para ver se tinha lubrificação” e avaliar “ereção clitoriana indesejável”, e que eram exames de rotina.

“O que acontece é que em alguns pacientes, algumas pacientes… A medicina não é uma ciência exata, obviamente, então há efeitos colaterais, e o uso do hormônio fazia com que as pacientes tivessem uma ereção clitoriana indesejável, que chegava machucar quando elas usavam uma calça jeans, uma calça um pouco mais apertada, e assim como, por exemplo, um homem, quando eu repunha a testosterona”, disse.

“Então, na verdade, o que acontece é que os exames que eu pratiquei naquele momento, que foram muito poucos e pontuais, foram em pacientes que tiveram queixas de efeitos colaterais do meu tratamento”, acrescentou.

A juíza então questiona por que ele, que é nutrólogo, faria um exame ginecológico, e ele volta a citar os efeitos colaterais. “Como eu reponho hormônios e substâncias estimulantes, algumas delas tiveram efeitos colaterais. E a principal queixa era uma ereção clitoriana constante, que chegou a duplicar o tamanho do clitóris, machucando o zíper da calça ou na própria calça ou impedindo a usar calça comprida. Exame desagradável? Desagradável. Mas assim como no homem também fiz toque retal muitas vezes para ver se a próstata estava crescida ou não devido à ação da testosterona”, afirmou.

Entretanto, as vítimas ouvidas no curso do processo não relataram nenhum efeito colateral.

Maldaun foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra seis ex-pacientes e uma ex-funcionária.

Via: ContilNet

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