Capital do Canadá sitiada por caminhoneiros antivacina

Capital do Canadá sitiada por caminhoneiros antivacina

A capital do Canadá, Ottawa, está sendo ocupada há quase duas semanas por um comboio de opositores das medidas restritivas contra a covid-19 no país. Os manifestantes chegaram no fim de janeiro buzinando e montaram um acampamento, estacionando seus caminhões e carros no centro de Ottawa. Além de interromper o tráfego, eles fecharam negócios e estão assediando e intimidando os moradores.

Os protestos do “Freedom Convoy” (Comboio da Liberdade) se espalharam para além de Ottawa, bloqueando o tráfego e interrompendo o comércio no posto fronteiriço mais movimentado da América do Norte.

O movimento de protesto se tornou um ponto de encontro global para quem é contra as restrições anticovid, inspirando manifestações parecidas nos EUA, França, Austrália e Nova Zelândia. No domingo (06/02), o prefeito de Ottawa declarou estado de emergência, e a polícia, em inferioridade numérica em relação aos manifestantes, caracterizou a ocupação como um “sítio”.

O “Freedom Convoy” surgiu no fim de janeiro, em resposta à obrigatoriedade da vacinação contra o coronavírus imposta pelo Canadá e pelos EUA para caminhoneiros transfronteiriços.

O comboio dos caminhoneiros  se transformou numa cruzada mais ampla contra as restrições da pandemia e incluiu outras queixas da extrema direita. Alguns dos organizadores do comboio – figuras proeminentes de extrema direita – adotaram no passado a retórica islamofóbica ou nacionalista branca.

Centenas de carros e caminhões se juntaram ao comboio enquanto este cruzava o país, chegando a Ottawa em 28 de janeiro.

Alguns manifestantes usam  símbolos nazistas e bandeiras racistas. Especialistas disseram que há “conexões evidentes” entre o protesto dos caminhoneiros e uma coalizão internacional de extrema direita.

Uma campanha na plataforma GoFundMe arrecadou 7,6 milhões de dólares para apoiar o comboio, antes de ser desativada, e as doações serem reembolsadas. “Muitas doações eram anônimas e claramente efetuadas por atores de extrema direita americanos”, afirmou David Hofmann, professor associado de sociologia da Universidade de New Brunswick, no Canadá, que estuda grupos de extrema direita. Matéria completa Aqui

Foto-G1

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