O presidente Jair Bolsonaro editou, nesta segunda-feira, 30, um decreto que prevê o corte de R$ 8,239 bilhões no Orçamento deste ano, para acomodar o reajuste de servidores federais e outros gastos com despesas obrigatórias.
A informação foi divulgada pelo Ministério da Economia, em nota técnica, que aponta o bloqueio das chamadas ‘verbas discricionárias’, usadas no financiamento de obras e programas sociais dos ministérios, de modo a “assegurar o cumprimento do Teto de Gastos”. O decreto, por sua vez, deve ser publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 31.
A previsão é que, ao todo, o corte orçamentário chegue a aproximadamente R$ 14 bilhões, atingindo principalmente recursos dos ministérios da Educação, Saúde e Ciência e Tecnologia. Vale ressaltar que as Emendas de Relator referentes aos anos de 2020 e 2021 foi de 36 bilhões e 9 milhões de reais, para garantir aprovação dos projetos do governo federal e para os parlamentares brincarem de executivo.
O aumento da “tesourada”, que antes era prevista em cerca de R$ 6 bilhões, se deve principalmente à intenção de Bolsonaro em conceder um reajuste salarial de 5% para os servidores públicos federais, além de algumas concessões específicas para determinadas categorias, como a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional, que pedem a restruturação da carreira.
Foto- Isto É Dinheiro
Com informações de MSN Notícias
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