Autoridades da Rússia nomeadas para a região de Zaporozhye afirmam que a cidade de Energodar, onde está localizada a central nuclear foi alvejada repetidamente pelas forças ucranianas. Por causa do risco de um desastre radioativo, como os ocorridos em tragédias de Tchérnobil e em Fukushima, as forças russas avaliam a possibilidade de desativar a usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa. O exército russo ocupa toda a área, mas sendo bombardeado pelas forças ucranianas.
Autoridades russas avisaram que serão colocados três caças MIG-31 com sistemas Kinzhal (hipersônico), em alerta 24 horas por dia no enclave do Báltico. A decisão foi anunciada logo depois que secretário-geral da ONU, António Guterres, se reuniu com o presidente da Ucrânia, Zelensky e pediu a desmilitarização das imediações da usina, o que o Ministério de Relações Exteriores da Rússia chamou de “inaceitável”.
A empresa responsável por Zaporíjia informou que o desligamento da planta aumenta o risco de um desastre radioativo. A operação de alta complexidade envolveria a supressão de reações nucleares em cadeia que poderiam levar ao derretimento de reatores em decorrência do aumento da temperatura.
Igor Kirillov, chefe de um departamento técnico da Rússia, disse que os sistemas auxiliares do complexo foram danificados pelos bombardeios. Kirillov fez uma apresentação informando que, em um eventual acidente nuclear, o material radioativo poderia cobrir a Alemanha, Eslováquia e Polônia.
Foto- Uol
Via: Noticiaaominuto
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