A salada política está indigesta este ano. Não é qualquer estômago que aceita o cardápio apresentado.
Vejamos:
Alan Rick (União) não vinculou sua candidatura ao Senado ao candidato ao governo do partido dele, Márcio Bittar, e pede votos para Gladson Cameli (PP), que tem Ney Amorim (Podemos) em sua chapa, disputando a mesma vaga que Alan. Ney recebe os tapinhas nas costas e Alan a “liberação” da militância para votar nele.
Márcio Bittar por sua vez, deixa de lado a campanha do candidato do partido dele para pedir votos para sua ex- mulher, curiosamente candidata ao Senado na chapa do MDB que tem Mara Rocha candidata ao governo, mas as lideranças medebistas só pedem votos para Márcia Bittar (PL). Mara continua a campanha com verba reduzida e sem apoio, o que não é novidade em se tratando de MDB. Já fizeram isso antes. Chicão Brígido está aí para provar.
O MDB prefere ficar na sombra de outros partidos do que enfrentar o sol forte do protagonismo. Dessa maneira garante vagas no congresso e cargos. A situação de Mara Rocha é parecida com a de Jenilson Leite que foi desgastado pelo PT a tal ponto que chutou o pau da barraca, para usar expressão de memória petista, e prossegue em campanha solo. E se Jenilson (PSB), tem apoio da militância de Flaviano Melo (MDB), Márcia Bittar da chapa do MDB conta com o apoio dos Bestene (PP), que desembarcaram da Campanha de Ney Amorim, que está na chapa de Gladson (PP).
Aliás, Márcia Bittar é quem mais agrega apoios na reta final. Claro que ninguém pensa que isso é porque seu ex-marido foi o relator do orçamento e todas aquelas histórias de orçamento secreto. Vamos combinar que a moça tem belos olhos.
Seu ex-consorte deu uma de esperto e contratou os serviços de divulgação do Google. Só que quando os sites perceberam estavam se enchendo de propaganda quase gratuita do casal, bloquearam as propagandas. Ninguém dorme em campanha.
Corre nos bastidores que tem candidatura ao Senado pagando valores exorbitantes a profissionais que atuam na área jurídica e contábil, muito requisitados em campanha eleitoral, para despistar a justiça eleitoral o que seria uma espécie de lavagem do dinheiro que retornaria na véspera da eleição para a compra de votos. Se a justiça eleitoral quiser, pega os espertinhos com a boca na botija, mas ao que parece a justiça eleitoral não enxergou nem uma fila quilométrica abastecendo com ordens de um candidato…Oremos.
Enfim entre tombos e patadas chegamos à reta final. Daqui a 5 dias vamos saber quem venceu. A vontade é dizer: “pegue o dinheiro de todos os que quiserem comprar o seu voto, mas só vote em quem tem compromisso com você o mandato inteiro e não apenas no dia da votação. Venda, mas não entregue”, mas não vou fazer isso porque não seria de bom tom.
De qualquer maneira, a sorte ou o azar estão em nossas mãos.
Nos encontramos nas urnas.
Aos vencedores os louros.
Aos demais, uma boa viagem para Manacapuru.
Esta é uma coluna de opinião.
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