…e sem afeto. O governador Gladson Cameli (PP) deve entregar fardamento para a Polícia Militar nesta quinta-feira, 25, data em que serão comemorados os 107 anos da instituição. Não é presente de aniversário. É obrigação do Estado fornecer dois fardamentos por ano. Esta é a primeira vez em três anos e meio que o governo Cameli cumpre a regra. Informações da caserna dão conta que os últimos fardamentos foram entregues em 2019, na gestão Cameli, mas tinham sido adquiridos no governo Tião Viana (PT). Ponto.
2-STF
O Supremo Tribunal Federal deve retomar nesta quarta-feira, 24, o julgamento da descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. O julgamento se arrasta desde 2015 e o placar está em 3 x 0 pela descriminalização. Embora a ideia seja antipática para parcela da população, é preciso analisar se a criminalização não é o que aumenta a violência. A repressão não deu conta de diminuir o consumo e o tráfico e alimenta uma indústria de guerra às drogas que consome bilhões em todo o mundo. O mercado de drogas ilícitas movimenta cerca de 900 bilhões de dólares por ano. O equivalente a 35% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ou 1,5% do PIB mundial. Estima-se que o Brasil gaste 10 bilhões de reais por ano no combate às drogas. Em 2021 foram gastos 5,2 bilhões de reais só no Rio de Janeiro e São Paulo para travar o varejo do tráfico nas favelas e periferias. Telmo Ronzani, com pós-doutorado em Ciências da Saúde pela USP destaca que a indústria criada com a guerra às drogas criou uma rede que lucra com as
ações proibicionistas e criminalizantes. Dentre elas, o tráfico e suas influências em vários segmentos da sociedade e a indústria do tratamento que cria mecanismos legais de perpetuação de financiamento. Políticos e governos que usam a temática como tema eleitoral e definição de alianças integram essa lista que tem como resultado a violência e um grande esquema de corrupção que enfraquece os investimentos públicos. Associado ao lucro da venda de drogas estão outros negócios ilícitos como o comércio ilegal de armas.
3- Guerras
Drogas sempre foram usadas pelos exércitos em guerras. Há registros de consumo de ópio dissolvido em vinho pelos guerreiros gregos; os temidos guerreiros vikings, Berseker, usavam cogumelos de efeito alucinógeno; as tropas de Napoleão no Egito utilizavam haxixe; o ópio foi distribuído entre os soldados que lutavam na Guerra de Secessão dos EUA; a Primeira Guerra Mundial é conhecida como a primeira disputa da cocaína porque era consumida pelos pilotos de caça alemães, e também foi administrada regularmente às tropas britânicas na forma de drágeas. A Segunda Guerra Mundial foi a da metanfetamina. Os nazistas usavam o Di X, chamado de “bala mágica”. Segundo o criminologista alemão Wolf Kemper, autor do livro Nazis on Speed (em livre tradução- Nazistas a Milhão), as anfetaminas não se restringiam ao exército nazista mas eram amplamente usadas pela população em geral durante a guerra. O próprio Hitler seria um usuário regular de drogas, segundo estudiosos do período. O escritor alemão Norman Ohler, autor de um livro sobre o uso de drogas na Segunda Guerra, diz que o líder nazista usava regularmente o Eukodal, um derivado da morfina, substância equivalente à heroína, além de esteroides e hormônios animais. O fato é confirmado por Theodor Morrell, médico particular de Hitler, que em 1944 registrou “já faz muito tempo que Hitler não fica sóbrio”. Os generais Bismarck e Montgomery usavam morfina, e o presidente norte-americano John Kennedy injetava dexedrina (estimulante), regularmente e fez uso de metanfetamina. Pelo menos, durante a crise dos mísseis. As informações são do livro “As drogas na guerra”, do professor universitário polonês Lukasz Kamienski. O exército japonês também utilizou metanfetaminas, que eram administradas em grandes doses aos pilotos kamikazes. Na guerra do Vietnã, as tropas norte-americanas utilizavam a heroína. Os norte-americanos também utilizam anfetaminas nas guerras contemporâneas. A metanfetamina é atualmente a droga mais popular no EUA, superando a cocaína.
4-…& guerra