1-Crença
Bocalom não acredita na segurança das urnas eletrônicas. Zero surpresa. Tem gente que não acredita que a Terra é redonda. Que o homem não foi à Lua. Que não houve holocausto judeu. Que Fernando Collor combatia a corrupção e era caçador de marajás. Que não houve ditadura militar no Brasil. Na eficácia das vacinas. Na honestidade de Jair Bolsonaro (PL) e na capacidade dele governar. E por aí vai. O mais contraditório entretanto, é a dúvida de alguém que foi eleito através do voto eletrônico. Alguém pode se somar às dúvidas do prefeito da capital e desconfiar que na verdade a prefeita eleita teria sido Socorro Néri (PP). Nesse caso, Tião Bocalom teria sido beneficiado por algum esquema nas urnas. Seria portanto um usurpador. Mais uma bola fora do Boca. Em tempo, os mais antigos lembram bem da época anterior quando urnas inteiras eram sumidas com os votos em cédulas.
2-2026 não está nos planos
Para desespero dos que apostavam na possibilidade de Marcus Alexandre (MDB) disputar o governo do estado em 2026, ele diz que a chance sé zero. ” Não há hipótese de sair da prefeitura em 2026, chance zero! Serão, no mínimo, quatro anos de muito trabalho para recuperar os bairros da nossa capital”. A ideia, segundo ele, deve ter surgido porque foi candidato em 2018 e pelo fato de participar dos eventos do MDB no interior. Feito o registro.
3-Espionados
O grupo de espionagem que teria sido idealizado por Carlos Bolsonaro (Republicanos) e supostamente executado por Alexandre Ramagem (PL), que comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de 2019 a 2021, é acusado de espionar ilegalmente milhares de pessoas. Dentre eles, antigos aliados da família Bolsonaro, como Abraham Weintraub, Ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Ministro da Justiça no governo Bolsonaro e Flávia Arruda, Ministra-chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro. Os deputados Kim Kataguiri (União) e Alexandre Frota (PSDB). O General Carlos Alberto dos Santos Cruz e os Ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Além disso, foram movidas investigações contra rivais políticos do vereador Carlos Bolsonaro. Ao site Metrópoles, Alexandre Ramagem disse não se lembrar por que imprimiu seis páginas contendo informações sobre investigações eleitorais sigilosas contra rivais políticos do Carluxo. Pausa para o espanto. Pelas redes sociais Weintraub disse que a “essência de Bolsonaro é sombria e má”. E taxou o bolsonarismo de lepra.
4-Civilidade
O encontro do presidente Lula (PT) com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deu panos para mangas. Lula evitou as vaias contra Tarcísio e um gaiato gritou da plateia para o governador voltar para o PT, partido ao qual nunca foi filiado. Soma-se a isso as brincadeiras e trocas de sorrisos entre os dois e têm-se material suficiente para a fofoca. Quando na verdade Lula apenas fez Tarcísio calçar a sandália da civilidade. O governador de SP andou assumindo posições grotescas como bater 7 vezes com um martelo ao comemorar o leilão do Rodoanel, no estilo Jair Bolsonaro. Lula mostrou a ele que política se faz com civilidade. Ao defender o adversário político mostrou que rivalidade política se faz com educação e respeito e não com ranço e ódio. Política democrática é construção na divergência. Cada qual continuará no seu quadrado mas será uma disputa política e não jumentícia como temos visto na política brasileira nos últimos anos. Vão estar em polos opostos na eleição deste ano e nas futuras. Mas Lula abriu a porta para que a civilidade dê o tom nas agendas institucionais como a da parceria da construção do túnel submerso que vai ligar Santos a Guarujá onde os fatos foram registrados.
5-…e astúcia
A ex-deputada Janaína Paschoal (PRTB), uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, destacou a habilidade política de Lula no tratamento dispensado a Tarcísio de Freitas: “Amados, vocês vão ficar com raiva, mas eu preciso falar. Repararam na inteligência de Lula, buscando arrastar Tarcísio para seu lado? Lembram do inferno entre Bolsonaro e Dória? Ao alisar um potencial opositor (forte), o Presidente, em certa medida, também o neutraliza. Discurso mais ‘de campanha’ impossível! Rindo, batendo nas costas. O homem não é brincadeira. Ou essa direita começa a se organizar, ou esse homem vai até 2030. E digo mais! Mesmo a direita se organizando, não será simples!”. A publicação feita do X, antigo Twitter é voltada para seus seguidores de Direita.
6-Força
As manifestações de Silas Malafaia, pastor da igreja neopentecostal Assembleia de Deus Vitória em Cristo atacando o Ministro do STF Alexandre de Moraes, são bem calculadas. Ele tenta provocar uma reação de Xandão para forçá-lo a ter que alegar suspeição e assim não poder julgá-lo quando os processos contra ele baterem no STF. O artigo 254 do Código de processo Penal e o artigo 145 do Código de Processo Civil determinam que um magistrado fica impossibilitado de exercer sua função se houver vínculo subjetivo, seja de amizade ou inimizade. Malafaia não é burro. Ninguém consegue sair da condição de sustentado pela esposa para uma fortuna de 300 milhões se não for esperto. Mas suas acusações falsas, virulentas e frequentes não conseguem atrair Alexandre de Moraes para a arena de luta. Malafaia é esperto mas Xandão é mais. Olhos atentos observam que isso indica que o pastor está é com muito medo.
7-Para refletir
Se Jair Bolsonaro tem tanta força política assim, por que só conseguiu 3% de assinaturas para fundar seu próprio Partido Político? O Aliança pelo Brasil não conseguiu nem participar da largada.
Bom dia prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. Marcus Alexandre veio com um slogan de campanha forte e incentivador “Bora, Rio Branco”. Alysson Bestene (PP), vem com o slogan igualmente forte e sugestivo “Juntos pelo Acre”, que o mostra com o governador Gladson Cameli e a vice-governadora Mailza Assis (PP). E o vosso slogan, Bocalom? Qual será? “Junto com o Márcio Bittar”? Só por curiosidade mesmo.
Esta é uma coluna de opinião e reflexão
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Imagem- Brasil de Fato
