Problema crescente
Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os crimes de feminicídio no Acre cresceram nos últimos dois anos. O estado passou do quarto estado com maior índice de feminicídios do país em 2022 para o segundo mais violento da região Norte em 2023.
De acordo com os dados do Monitor da Violência o Acre teve 2º maior índice de feminicídios do país em 2023, com 2,4 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes.
O Acre só ficou atrás do Mato Grosso, estado com maior número, o Mato Grosso, com 2,5 mulheres mortas por 100 mil.
Reação do governo
O governo do estado lançou em Cruzeiro do Sul nesta quinta-feira, 1°, a Operação Shamar de combate ao feminicídio. A Operação é uma iniciativa estratégica coordenada pelo Ministério da Justiça em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Militar e a Polícias Civis dos estados. A operação visa combater a violência doméstica e familiar contra a mulher e prevenir feminicídios.
A ação vai fortalecer ainda mais as medidas estabelecidas no Pacto Estadual de Prevenção aos Feminicídios, tendo como presidência do Comitê Gestor a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher).
As ações governamentais serão implementadas com o propósito de prevenir as mortes violentas de mulheres em razão da desigualdade de gênero, garantindo os direitos e o acesso à Justiça às mulheres em situação de violência e aos seus familiares. O pacto é um instrumento de articulação, organização, dispondo das diretrizes das políticas que serão aplicadas.
A titular da Semulher, Márdhia El-Shawwa, disse que as ações são replicadas em todos os municípios como forma de combater a violência de gênero e retirar o Acre do ranking de feminicídio.
“Já estamos em conversa com o Senado para trazer cursos, para que tenhamos autonomia financeira das mulheres, para que elas não fiquem no relacionamento abusivo por falta de ter como se manter, de sustentar, sustentar a sua família”, disse.
O governador do Acre, Gladson Cameli, reconheceu que os números ainda trazem desafios ao Acre, mas vestido com as cores da campanha “Agosto Lilás Feminicídio Zero”, afirmou que as ações estão sendo cada vez mais intensificadas.
O presidente do Iapen, delegado Marcos Frank Costa e Silva, também fez uma fala sobre a operação que envolve todas as instituições. “O Estado aderiu a esse programa e, no mês de agosto, damos início a essas ações juntamente com as Polícias Civis e Militar, fiscalizando medidas protetivas, dando andamento a procedimentos de violência doméstica e familiar. O feminicídio pode ser evitado. A gente parte desse entendimento e esclareço que o Estado do Acre aderiu a essa operação e como sempre demos desempenhado e mostrado bastante resultado”, disse.
Imagem ilustrativa- SemMexico
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