Bilionário é visto como uma ameaça democrática em vários países do mundo
Veículos como The New York Times, The Washington Post, The Guardian e Le Monde repercutiram a medida, destacando a legitimidade e a necessidade das ações de Moraes diante das atitudes de Musk.
The New York Times relatou que a suspensão foi uma resposta direta à inobservância de Musk às ordens judiciais brasileiras. O jornal destacou que o caso brasileiro apresenta um cenário onde Musk encontrou um desafio significativo na figura do juiz Moraes. Por sua vez, The Washington Post criticou Musk por arriscar um dos maiores mercados do X para apoiar Jair Bolsonaro e seguidores que promovem falsas narrativas de fraude eleitoral.
No Reino Unido, The Guardian analisou a decisão como uma medida necessária para controlar as ações de Musk, que foi descrito como fora de controle. Na França, Le Monde considerou a decisão severa, mas previsível, dada a preparação de longo prazo e as investigações conduzidas por Moraes, que miram a disseminação de informações falsas e a atuação de milícias digitais no Brasil. Esses relatos internacionais refletem um consenso de que as ações do ministro Moraes são vistas não como censura, mas como esforços justificados para manter a ordem legal no país.
Farsas em série viram alvo da imprensa internacional contra Elon Musk e o X no Brasil
O ‘The New York Times’ destacou o confronto entre o Brasil e Musk com a manchete: “Brasil bloqueia X após Musk ignorar ordens judiciais”. O jornal norte-americano ressaltou que o bilionário enfrenta um desafio significativo no Brasil, comparado a outros conflitos legais internacionais que enfrentou. “Ele encontrou um desafio formidável no juiz Moraes”, afirma a reportagem.
Já o ‘The Washington Post’ adotou um tom crítico em relação a Musk, com o título “Musk e Durov enfrentam a vingança dos reguladores”. O veículo abordou como ele está arriscando um dos maiores mercados do X para defender Jair Bolsonaro e seus apoiadores, que teriam divulgado falsas narrativas de fraude eleitoral antes da candidatura do presidente de direita à reeleição em 2022.
O ‘The Guardian’, em duas reportagens, também criticou Musk. As manchetes “X sai do ar no Brasil após recusa de Elon Musk em cumprir leis locais” e “Elon Musk está fora de controle. Veja como controlá-lo” destacaram a postura do bilionário e apoiaram a decisão de Moraes. O jornal britânico analisou as ações de Musk e defendeu a decisão brasileira.
Por sua vez, o ‘Le Monde’ abordou a suspensão do X com uma perspectiva crítica. O jornal francês publicou a manchete “Supremo Tribunal Federal do Brasil aumenta tensão com Musk após suspender X”. A reportagem descreveu a decisão como “brutal”, mas previsível, e comentou que Moraes, uma figura controversa para a extrema-direita brasileira, é responsável por investigações significativas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus associados.
O Le Monde explicou que essas investigações envolvem a disseminação de informações falsas e a existência de “milícias digitais” no Brasil, que usam plataformas de mídia social para propagar suas mensagens.
Após 24h sem X, veja impactos e consequências do bloqueio no Brasil Rede X perdeu usuários, ameaçando receita e virando assunto internacional concorrências têm ganhado mais adeptos
A interrupção da plataforma é vista como mais um desafio para a sustentação financeira da empresa no Brasil, que tem perdido usuários nos últimos meses.
A rede tem 40,5 milhões de usuários, mas o número vem caindo nos últimos anos. Desde 2023, houve redução de 1,1 milhão, conforme dados da consultoria eMarketer, publicados pelo jornal Valor Econômico. A rede nunca foi uma das mais populares, mas a redução no público implica diminuição da receita, vinda de anunciantes.
Uma das redes que se beneficiaram da suspensão do X no Brasil foi a BlueSky. A rede divulgou ter ganhado 1 milhão de novos usuários apenas nos últimos três dias.
A informação foi repassada por meio de nota à BBC News Brasil. No comunicado, a plataforma acrescentou que a taxa de crescimento de novos usuário tinha se elevado nos últimos dias. “Brasil, você está estabelecendo novos recordes de atividade no Bluesky!”, informou a empresa.
A idealização da BlueSky foi em 2019 e é de Jack Dorsey, o mesmo criador do Twitter. A plataforma começou como um projeto interno no Twitter, no entanto, em 2021, ganhou independência da antiga rede.
A plataforma BlueSky preserva semelhanças com o antigo Twitter, pois as mensagens têm limite de 300 caracteres. As postagens também podem ser de imagens e é possível fazer a republicação das mensagens de terceiros.
Outras redes que são alternativas ao X são o Threads, da Meta, dona do Instagram, o Mastodon e o Reddit.
O X só poderá funcionar após resolvidas as pendências quanto aos perfis, o pagamento das multas e a indicação de um representante legal no Brasil.
“Musk está arriscando um dos maiores mercados do X para defender Jair Bolsonaro e seus apoiadores, que começaram a divulgar falsas narrativas de fraude eleitoral antes da candidatura do presidente de direita à reeleição em 2022”, divulgou.
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