O feitiço virou contra o feiticeiro

O feitiço virou contra o feiticeiro

Por ser novo, tanto na vida quanto no STF, André Mendonça não atentou para o conhecido provérbio “macaco velho não mete a mão em cumbuca”. Ao meter a mão na cumbuca de Alexandre de Moraes, meteu os pés pelas mãos e corre o risco de virar personagem de outro velho provérbio: “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.

O que, para nós, leigos, foi “meter os pés pelas mãos”, no mundo jurídico constitui indícios de crimes — improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade —, em razão dos quais Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a investigação de Mendonça. Ao contrário do calouro Mendonça, Moraes encaminhou da forma correta.

A alegação mais grave contra o ministro indicado por Bolsonaro é a de que agiu por motivo político, para favorecer determinado grupo. O seu. A suspeita é de que o tal relatório da PF com mensagens de Vorcaro a Moraes tenha sido produzido a pedido dele, pelos agentes da PF que atuam em seu gabinete.

O decano Gilmar Mendes, que sempre quis ver Mendonça pelas costas, reuniu-se com o presidente Lula com o objetivo de relatar os acontecimentos e pedir que ele instrua o diretor da PF a proibir que seus policiais permaneçam nos gabinetes do Supremo.

Já pressentindo que a maré virou contra ele, Mendonça anunciou afastamento do instituto com o qual tem feito um polpudo pé-de-meia, auferido em contratos com governos estaduais.

E quem está rindo por último é Alexandre de Moraes.

Por Alex Solnik

Veja também

Muita vontade de casar: noiva enfrenta enchente e se casa em igreja alagada nas Filipinas

Muita vontade de casar: noiva enfrenta enchente e se casa em igreja alagada nas Filipinas

Casal decidiu manter cerimônia mesmo após recomendação da paróquia para adiar o casamento devido às …