Caravana Educativa da Monilíase leva informação para técnicos e agrônomos da Região Norte

Caravana Educativa da Monilíase leva informação para técnicos e agrônomos da Região Norte

Visando assegurar a defesa vegetal na prevenção, combate e erradicação à monilíase, o governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), iniciou nesta terça-feira, 22, a II Caravana Educativa da Monilíase em Rio Branco para agentes de defesa agropecuária e engenheiros agrônomos da Região Norte.

A caravana integra as ações do Plano de Contingência da Monilíase do Cacaueiro, do Programa Nacional de Educação Sanitária para a Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Proesa/Mapa), com o objetivo de fortalecer a informação nas comunidades rurais, o manejo integrado que inclui estratégias de controle para reduzir a incidência na região e garantir a sustentabilidade da produção de cacau e cupuaçu.

Ações do governo têm contribuído no combate da doença, realizando mapeamento de cultivos e trabalhos de educação sanitária, que incluem alertas em rádios locais e trabalho em campo nas propriedades,  fiscalização em pontos importantes de circulação dos municípios, como barreiras fixas da divisa de Cruzeiro do Sul/Tarauacá (Liberdade) e divisa Acre/Rondônia, além de barreiras volantes.

Durante os treinamentos, os participantes receberam orientações de métodos para evitar a disseminação do fungo, como a limpeza de áreas de cultivo e o uso de variedades resistentes, contribuindo para impedir o avanço da doença no Brasil.

Os impactos da monilíase na produção de cacau são alarmantes. Em áreas severamente afetadas, as perdas podem chegar a 70% da colheita. Isso não apenas reduz a renda dos agricultores, mas também compromete a cadeia produtiva e a economia local, que depende do cacau e do cupuaçu.

Na região do Juruá, onde ocorreu a primeira confirmação de foco da doença, em julho de 2021, uma parceria entre Mapa, Idaf, agências de defesa, Superintendência Federal de Agricultura (SFA), Universidade Federal do Acre (Ufac) e prefeituras locais, realizou mais 5.000 ações em propriedades com monitoramento e combate, 72.667 frutos descartados e mais de 16.000 plantas podadas, tendo como resultado a não disseminação da doença para outras regiões do estado.

 

 

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