Fábrica adulterava leite com soda cáustica e água oxigenada

Fábrica adulterava leite com soda cáustica e água oxigenada

Segundo o MP, a fábrica tem ampla distribuição no Brasil e também faz exportações para a Venezuela. Operação prendeu quatro pessoas

O Ministério Público do Rio Grande do Sul  deflagrou nesta quarta-feira (11/12) a 13ª fase da Operação Leite Compensado, contra a adulteração de produtos lácteos  em uma fábrica da Dielat, no município de Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Conforme o MP, na fábrica, cujos produtos têm ampla distribuição no Brasil e são exportados para a Venezuela, foi identificado o uso de soda cáustica e água oxigenada em produtos como leite UHT, leite em pó e compostos lácteos. Essas substâncias são perigosas à saúde e usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados.

A empresa já venceu licitações para fornecer laticínios a escolas e a outros órgãos públicos. As marcas comercializadas no Brasil incluem Mega Lac, Mega Milk, Tentação e Cootall, enquanto na Venezuela os produtos levam o nome de Tigo.

Durante a operação, quatro pessoas foram presas, entre elas, um sócio-proprietário da empresa, Antonio Ricardo Colombo Sader; o diretor, Tales Bardo Laurindo; um supervisor, Gustavo Lauck; e um engenheiro químico, Sérgio Alberto Seewald, conhecido como “alquimista” ou “mago do leite”. Ele é considerado a figura central em fraudes identificadas em fases anteriores da operação. A Dielat teria contratado o químico para assessorar a produção.

O MP cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Taquara, Parobé, Três Coroas, Imbé e na capital de São Paulo.

Metrópoles

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