O pastor e líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que ele mesmo fundou, Silas Malafaia, criticou publicamente o bispo licenciado da igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Marcos Pereira, que é presidente nacional do Partido Republicanos.
Malafaia que se autoapresenta como um homem de Deus, é mais conhecido por sua maneira agressiva de se posicionar, não admitindo vozes contrárias.
O pastor postou um vídeo no qual atacou o bispo com violência chamando Marcos Pereira de “cretino”: “Que vergonha, Marcos Pereira! Que cristão é você, cara? Fica aqui minha indignação. Se prepare, Marcos Pereira, porque a justiça divina vai te alcançar”, ameaçou o irascível pastor, como se tivesse procuração divina.
O motivo da mais recente ira de Silas Malafaia, foi a declaração de Marcos Pereira, como presidente de partido político que o PL da Anistia não deve ser votado agora porque contamina o debate de 2026.
Mais educado, Marcos Pereira, ligou para Bolsonaro para reclamar dos ataques de Malafaia e pondera que não é possível anistiar quem ainda não foi condenado, e refletiu: “Malafaia, uma espécie de Rasputin Tupiniquim, chega a espumar pela boca suas manifestações cheias de cólera… Ele precisa se acalmar e parar de induzir a guerra enquanto muitos, incluindo a mim mesmo, têm trabalhado pela pacificação”, disse.
Na verdade Rasputin em português significa Monge Louco, e foi um apelido dado a Grigori Efimovitch Novikn, por conta de suas aprontações e comportamento devasso. Assim ele passou a ser conhecido por Grigori Rasputin ou Grigori Monge Louco.
Ele foi um místico russo que se autodenominava santo e filósofo. Rasputin conquistou a Czarina Alexandra Feodorovna, mulher frágil emocionalmente e através dela acabou se tornando uma espécie de mandachuva que chegou a ter mais poder que o próprio soberano, determinando, com base numa suposta superioridade moral e divina, o que se devia e o que não se devia fazer na Rússia czarista. Seu alegado poder não conseguiu evitar que fosse assassinado a tiros nem o massacre da família imperial Russa. Em 1918, toda a família do czar Nicolau II e Alexandra Feodorovna, a seguidora de Rasputin, foi massacrada e a monarquia caiu.
Líderes religiosos desastrados
Rasputin faz parte de uma lista de lideranças religiosas que encarnam o desastre e que surgem periodicamente autodenominando-se representantes de Deus. Dentre muitos outros destacam-se o pastor Jim Jones, líder da seita Templo do Povo que convenceu mais de mil estadunidenses a se mudarem para a Guiana onde fundaram uma comunidade de “escolhidos” que seriam poupados do apocalipse. Em 1978, o líder religioso fez quase mil pessoas da comunidade localizada em Jonestown, na Guiana, a se suicidarem; Charles Manson, que criou uma seita de assassinos na década de 1960 intitulado Família Manson. Sob a influência manipuladora de Manson a Família Manson realizou uma série de assassinatos nos EUA. O líder acabou morrendo na prisão; Marshall Herff Applewhite que criou uma seita baseada em contado com seres superiores alienígenas, chamada Heaven’s Gate (Portal do Céu). O líder Marshall fez seus seguidores pensarem que eram a “elite do mundo”, detentores de conhecimentos avançados que só eles tinham. Escolhidos e especiais. O movimento religioso Heaven’s Gate acabou com suicídio coletivo de seus membros em 1997.
No Acre, a igreja Pentecostal Unidos do Brasil, liderada por Francisco Moraes de Oliveira, conhecido por Pastor Totó, incentivou os pais a matarem seus filhos. Cerca de 6 pessoas foram assassinadas a pauladas e em seguida queimadas. Samuel e Israel de 3 e 4 anos, foram os primeiros executados pelo próprio pai, Adalberto Taveira de Souza, em nome de Deus e por ordem do Pastor Totó que dizia receber mensagens de Cristo para assassinar pessoas. O massacre foi registrado na zona rural de Tarauacá a 466 km da capital Rio Branco em 1988, no local denominado Seringal Larvas.
Profecia furada de Malafaia
Com supostas orientações de Deus, o pastor profetizou que no governo de Jair Bolsonaro (PL), Deus iria mudar a sorte dos brasileiros acabando com a miséria, a violência, o desemprego, a corrupção e a desgraça. A profecia não se realizou.
Desemprego
A taxa de desemprego dobrou na gestão de Bolsonaro e atingiu 22,8% entre a população de 18 a 24, segundo o Dieese; a pobreza, a fome e a desigualdade avançaram, de forma avassaladora e impiedosa, ao longo do governo de Jair Bolsonaro, batendo recorde com 62,5 milhões de pessoas na pobreza, com 29,4% da população total, na pobreza e outras 17,9 milhões em situação de extrema pobreza, o que levou brasileiros a fazerem filas para ganharem ossos nos frigoríficos e supermercados.
Violência
Dados do Ipea mostram 213,7 mil assassinatos foram registrados no governo Bolsonaro. O equivalente a duas vezes a extinção de todos os habitantes de Cruzeiro do Sul, a 2ª maior cidade do Acre junto com toda a população de Brasileia e ainda sobrassem 2.522 mortos. O último ano do governo Bolsonaro (2022) foi marcado pelo massacre de jovens na periferia. Este período foi o que mais fez apologia à violência e ao uso de armas, 62 jovens foram mortos por dia no país, a maioria por armas de fogo.
Corrupção
Contrariando a profecia do pastor Silas Malafaia, o governo Jair Bolsonaro foi marcado por escândalos de corrupção:
1-Vacinas
Um dos mais graves escândalos de corrupção no governo Bolsonaro aconteceu durante a pandemia de Covid-19 que matou cerca de 700 mil brasileiros. Governo Bolsonaro recusou 11 vezes ofertas para compras de vacinas contra a covid-19, enquanto brasileiros morriam de covid. Ele preferiu apostar deliberadamente na imunidade de rebanho ao invés de comprar vacinas.
Relembre
Mas não foi só a inação que marcou o enfrentamento do coronavírus no governo Bolsonaro. Lembrando que 5 mil pessoas morreram por dia de covid, no Brasil. Temos também corrupção.
A CPI da Covid, do Senado, registrou denúncias de pedido de pagamento de propina de US$ 1 por dose vendida (ao preço de US$ 15,50 cada), por parte de integrante do Ministério da Saúde. Segundo depoimentos de representantes de empresas que vendiam vacina, feitos à CPI, o representante do Ministério da Saúde informou que para conseguir vender tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta das empresas para ser comprada.
Enquanto governo Bolsonaro relutava em comprar as vacinas, milhares de brasileiros morriam de covid. As primeiras doses poderiam ter sido entregues em dezembro de 2020.A primeira oferta de vacinas foi feita em agosto de 2020, mas o governo Bolsonaro só fechou a compra delas em março de 2021.
O ministro da Saúde de Bolsonaro, Eduardo Pazuello negociou 30 milhões de doses de Coronavac, que foram formalmente oferecidas ao governo Bolsonaro por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan. O governo Bolsonaro não comprou as vacinas do Butantan por pura politicagem. Jair Bolsonaro deixou pesar mais que as vidas dos brasileiros, as divergências que tinha com o então governador de São Paulo, João Doria (PSDB), visto por Bolsonaro como seu virtual concorrente na disputa pelo Palácio do Planalto em 2022. O Butantan é ligado ao governo paulista.
Propina em pneu
O ministro da Educação de Bolsonaro, Milton Ribeiro autorizou que obras federais de escolas fossem negociadas em troca de reforma de igrejas e construção de templos religiosos com uma propina de R$ 5 milhões, em dinheiro vivo, a ser escondido no pneu de uma caminhonete. O empresário que teria de pagar a propina para realizar as obras, Ailson Souto da Trindade, revelou que Jair Bolsonaro (PL) sabia da tentativa de negociata. Segundo ele, o pastor Arilton Moura, um dos que pediu propina, disse que Jair Bolsonaro sabia de tudo e encobria a ação dentro do MEC. Um áudio revelado pela Folha mostra Milton Ribeiro afirmando ter recebido ordem de Jair Bolsonaro para que a liberação de verbas da Educação fosse direcionada para prefeituras específicas após negociação com os pastores. Pelo menos 44 prefeitos foram recebidos no MEC com a presença dos pastores – que não tinham nenhum cargo. Os relatos de prefeitos mostraram que a propina era cobrada em dinheiro, em barras de ouro ou Bíblias superfaturadas para liberar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para prefeituras cooptadas pelo esquema.
Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, segundo Ailson, só aceitavam o pagamento da propina em dinheiro vivo ou barras de ouro. Eles também exigiam a compra compulsória de bíblias das suas editoras. A corrupção faria o dinheiro público irrigar e manter ativos os dutos que levam dinheiro da Fazenda Pública para as bases eleitorais evangélicas e, em contrapartida, oferece um estoque de votos ativos para serem acionados em outubro de 2022.
Associação com milícias
A família Bolsonaro nunca fez questão de esconder seu apreço por milicianos conhecidos no país. Em agosto de 2003, quando ainda era deputado, Jair Bolsonaro usou a tribuna para elogiar um grupo de extermínio que aterrorizava a Bahia e acrescentou que o esquadrão da morte teria seu apoio se resolvesse migrar para o Rio de Janeiro.
Relembre
É pública a relação dos Bolsonaro com Adriano Nóbrega, que chefiou o grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime, responsável pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. Nóbrega é amigo de Queiroz, o operador das rachadinhas.
Orçamento Secreto
Jair Bolsonaro atuou com o Congresso na concepção do Orçamento Secreto, o mais escandaloso caso de corrupção da história do país. As digitais do presidente são visíveis desde a gestão do orçamento secreto. Importantes programas do Ministério da Educação foram prejudicados sob seu governo porque o dinheiro que deveria compor as verbas discricionárias do MEC foi parar nas mãos de parlamentares em troca de apoio a Jair Bolsonaro. Ao menos 18 iniciativas foram prejudicadas pela destinação de R$ 3,7 bilhões ao orçamento secreto, como a Política Nacional de Alfabetização, os Exames e Avaliações Nacionais da Educação Básica e Superior (entre eles o Enem), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e a Concessão de Bolsas de Estudos no Ensino Superior (Capes). Este é apenas um dos efeitos nefastos do orçamento secreto de Bolsonaro que prejudica a população para favorecer deputados federais e senadores.
Tratores e equipamentos agrícolas superfaturados
O orçamento secreto bilionário de Bolsonaro também bancou trator superfaturado em troca de apoio no Congresso. Parlamentares do Centrão destinaram mais de R$ 271 milhões para compras de tratores a preços infladíssimos. Em alguns casos o superfaturamento chegou a 259%.
Ônibus escolares superfaturados
Esquema ficou conhecido como Bolsolão dos ônibus. Mais um item na lista de superfaturados pelo governo. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) autorizou a licitação bilionária para a compra de ônibus escolares com sobrepreço. Indicados por Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro, e Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, no governo Bolsonaro, os diretores aceitaram pagar até R$ 480 mil por cada ônibus que deveria custar no máximo R$ 270,6 mil. O preço total pulou de R$ 1,3 bi para 2,04 bi, um aumento de até 55% ou R$ 732 milhões. Pego no pulo, mesmo após o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pedir a suspensão do processo, o FNDE realizou o pregão com R$ 500 milhões a menos. Cada ônibus escolar que seria vendido a R$ 438 mil passou, de uma hora para outra, a ser cotado por R$ 338 mil. Os preços estavam inflados a ponto de as empresas reduzirem o valor do contrato em meio bilhão. O TCU, porém, suspendeu o resultado para verificar os valores.
Contrabando de madeira ilegal
O ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, foi alvo da operação Akuanduba da Polícia Federal, na apuração de contrabando de madeira do Brasil para os Estados Unidos e Europa. Salles foi o que sugeriu passar a boiada nas regras ambientais no meio da pandemia. Segundo a denúncia do MPF, 3 mil cargas de madeira expedidas ilegalmente entre os anos de 2019 e 2020 foram legalizadas na gestão Ricardo Salles, com efeito retroativo. Vale ressaltar que madeira bruta (toras) pode valer acima de R$ 100 por metro cúbico para atender aos padrões da exportação.
Bolsolão do lixo
No governo Jair Bolsonaro, as estatais controladas por apadrinhados do Centrão licitaram 1.048 caminhões de lixo. Um aumento de 500%. Dos R$ 381 milhões destinados para isso, há suspeita de superfaturamento em R$ 109 milhões. Entre as empresas está a Codevasf, que já conhecemos do escândalo de asfalto, a Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste), e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e a Codevasf. Na nova modalidade de despejar recursos do orçamento federal em compactadores de lixo, os movimentos são desconexos: veículos comprados com preços diferentes pelo mesmo órgão público no intervalo de apenas um mês; cidades que precisam de um caminhão e recebem dois, enquanto municípios sem padrinho político não recebem nenhum.
Tem muito mais, como a inexplicável compra de uma mansão quase R$ 6 milhões pelo filho de Jair, Flávio Bolsonaro com um salário de R$ 25 mil líquido, à época; os 51 imóveis adquiridos em dinheiro vivo pela família Bolsonaro; os cheques no valor de R$ 89 mil repassados por Fabrício Queiroz, aquele envolvido no caso das “rachadinhas” à então 1ª dama Michelle Bolsonaro e a suspeita de que as joias de R$ 16,5 milhões recebidas de presente da ditadura petrolífera da Arábia Saudita, que Jair Bolsonaro tentou vender nos EUA. Os indícios apontam para propina em troca da venda da refinaria baiana Landulpho Alves (Rlam). A refinaria foi vendida para o Mubadala Capital, fundo soberano de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, por US$ 1,8 bilhão. Analistas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), estimam que o valor de mercado da refinaria variava entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.
Ou Deus andou orientando ouvidos errados (Malafaia), ou este confundiu interesses próprios com a voz de Deus.
Vale ressaltar que o ataque de Silas Malafaia contra o presidente do Republicanos aconteceu logo após a manifestação flopada, pela anistia de Bolsonaro, que eles dizem ser por todos os implicados nos atos terroristas de 8 de janeiro, ou seja na tentativa de golpe de Estado. Estranhamente, ninguém sugeriu a entrega de Jair Bolsonaro pela anistia de todos os condenados. Se a preocupação fosse os outros, Jair Bolsonaro poderia se oferecer para ser condenado em troca dos cidadãos comuns como a idosa Fátima de Tubarão, de 67 anos. Ou não? Fato é que a busca por anistia refere-se exclusivamente a Jair Bolsonaro e o resto que se dane.
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15 – Sigilos de 100 anos
Se todos esses casos revelados já causam revolta na população, inclusive na parcela que votou em Bolsonaro pelo discurso anticorrupção, imagine o que virá à tona quando os sigilos de 100 anos forem derrubados.
A lista de informações protegidas por decretos de sigilo presidenciais só aumenta, e vai de reuniões com pastores corruptos a processos que investigam o assassinato de um homem por policiais rodoviários federais, passando pelo cartão de vacina e pelos cartões corporativos do presidente.
Alegação de sigilo como negativa às solicitações de informações através do portal Fala.BR, aumentou 663,08% no governo do Capitão Censura.
16 – Mansão do Flávio Bolsonaro
anda mais descompensado que o normal do último domingo (16) para cá, quando uma manifestação pró-Bolsonaro encabeçada por ele foi um verdadeiro fracasso na orla da praia de Copacabana, no Rio, atraindo pouco mais de 18 mil pessoas. Nas horas que se seguiram ao vexame público, o empresário da fé aproveitou para disparar sua metralhadora verborrágica contra o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, que havia se manifestado contrário à pauta da anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2023.
para beneficiar Jair Bolsonaro,
murchando manifestações deus não atende malafaia
o patrimonialismo, o clientelismo e a corrupção, os três vírus antirrepublicanos que destroem o Estado
para-choque de Bolsonaro,Marcos Pereira disse ainda que ele “espuma pela boca e transpira ódio”. Confira
Anistia
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