Entrega o país para os EUA para salvar a própria pele: Jair Bolsonaro confirma que pediu intervenção de Trump no Brasil

Entrega o país para os EUA para salvar a própria pele: Jair Bolsonaro confirma que pediu intervenção de Trump no Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (7) que pediu intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porque o Brasil teria feito um acordo com a China para a construção de bombas atômicas.

“37 acordos assinados com a China. Entregando o Brasil para a China. 37 acordos assinados no final do ano passado por ocasião do G20 aqui no Brasil, entre eles um acordo de energia nuclear, material que a China não tem e vai ter em abundância agora e se aplica para muita coisa aí. Não é pelas energias, agricultura e medicina, é em construção de bombas atômicas. Podem de ficar tranquilos, já passei para a equipe do Trump isso aí, passei em primeira mão lá atrás… nós sabemos que o problema do Brasil não vai ser resolvido internamente, tem que ser resolvido com apoio de fora”, confirmou Jair  em conversa com jornalistas no Aeroporto de Brasília. As informações são da Revista Fórum.

Na verdade Jair Bolsonaro (PL), luta para se salvar da cadeia. Ele que foi denunciado criminalmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob acusação de ter liderado um plano de golpe de Estado está em vias de ser condenado e preso por este e outros crimes. Bolsonaro pode pegar até 30 anos de cadeia. Além do crime de tentativa de golpe de Estado, ele já foi  indiciado em outros como a venda das joias sauditas presenteadas ao governo brasileiro e, posteriormente, negociadas a mando do ex-presidente nos Estados Unidos e pela participação  esquema de fraude do cartão de vacinas. Uma das mais graves acusações entretanto ainda nem foi mexida: a atuação de Jair Bolsonaro como chefe de Estado na pandemia Covid-19, quando incentivou  o uso de medicamentos sem comprovação científica (cloroquina), para o tratamento da covid enquanto atrasou a compra de vacinas, o que de acordo com estudiosos teria causado a morte da pelo menos 300 mil das mais de 700 mil pessoas que morreram de covid.

Cloroquina

Dez dias depois de a OMS (Organização Mundial da Saúde) ter declarado a covid-19 como pandemia, o então presidente iniciou uma cruzada em favor da cloroquina e da hidroxicloroquina. O uso desses medicamentos inadequados para o tratamento da covid virou uma política de governo. Foram gastos milhões de reais nessa política pública. As unidades industriais do Exército receberam  R$ 1,16 milhão, para a produção de cloroquina. Investiu R$ 782 mil na compra de material para a fabricação de cloroquina por uma empresa privada e depois comprou o medicamento dela.

E, gravíssimo e esclarecedor foi o fato de o único laboratório estrangeiro autorizado a vender cloroquina no País ter sido o Sanofi-Aventis, do qual Donald Trump é acionista. Trump estava à época sendo criticado nos EUA por defender o uso da cloroquina por interesses financeiros. O filho do então presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), publicou nas redes sociais, uma foto de uma caixa de cloroquina da marca Plaquinol, da empresa da qual Trump é acionista.  A imagem vinha acompanhada de uma notícia de que o grupo iria doar medicamento para infectados com a covid-19.

O governo Bolsonaro gastou dinheiro público para a produção incorporou o tratamento inadequado ao SUS. Com direito a propaganda dessa política de saúde no site do ministério da Saúde, negociou com os estados a isenção de seu ICMS, recebeu doações de milhões de unidades dos Estados Unidos e o levou comunidades indígenas da Amazônia. A secretaria de Comunicação do governo Bolsonaro gastou pelo menos R$ 23,4 milhões em campanhas publicitárias para divulgar o tratamento precoce à base desse medicamento. Tudo isso enquanto atrasava a compra da vacina contra a covid-19 que realmente evitava as mortes.

Vacina contra a covid-19

Depoimentos feitos à CPI da Covid, dão conta que inicialmente o governo Jair Bolsonaro  pediu uma propina de U$ 3,50 por dose de vacina, mas concordou depois em reduzir o valor da propina para US$ 1 por dose, com o aumento do valor da dose. Quase 1 milhão de brasileiros morreram de covid. Metade deles, poderia ter sido salva se a negociação para a compra das vacinas tivesse sido rápida como requeria a grave situação. Por isso muitos consideram a atuação de Jair Bolsonaro durante a pandemia como seu crime mais grave, embora se o golpe de Estado tivesse tido sucesso e ele implantasse a ditadura que queria, este tipo de comportamento seria rotina.

Indiciamentos

Jair Bolsonaro foi indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos, no caso das joias.

Abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa pela tentativa de golpe de Estado.

No caso do esquema de fraude do  cartão de vacina basta dizer que  de acordo com o Art. 297 do Código Penal a falsificação em documento de dados constantes do sistema de vacinação é crime com pena prevista de reclusão, de dois a seis anos, e multa.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, em Duque de Caxias-RJ, onde os cartões de Jair Bolsonaro e da filha dele com Michelle Bolsonaro foram fraudados, havia um amplo esquema de venda e de facilitação de fraudes em certificados de vacinação, que se estendeu a muitas pessoas além dos Bolsonaro e asseclas. O que pode significar que a fraude não tenha começado por Jair Bolsonaro, mas que ele tenha se aproveitado do esquema que já existia. O que não serve de atenuante.

Imagem- Revista Fórum

 

 

 

 

 

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