O TikTok enviou uma carta ao governo brasileiro dizendo que está disposto a dialogar depois de tomar conhecimento da conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com o líder chinês, Xi Jinping. A mensagem da rede foi enviada por email para o Itamaraty, comandado pelo chanceler Mauro Vieira. As informações são do Brasil 247.
O resultado imediato da conversa faz a mídia tradicional engolir sua repercussão machista que tratou a iniciativa de Janja, como se o fato de ela ser mulher representasse um entrave para atuar em favor de políticas de interesse nacional.
Regulação necessária: redes sociais estão cheias de organizações criminosas voltadas à prática de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes
Os riscos são imensos e incluem além de pedofilia, desafios de internet que tem levado a mortes, provocam traumas e induzem a crimes diversos como suicídio, automutilação e até maus tratos a animais, apologia ao nazismo ,estupros e assassinatos. A morte de Sarah Raíssa Pereira de Castro, de 8 anos, chocou o Brasil, mas é apenas um dos muitos casos confirmados. A criança morreu inalar gás desodorante aerossol por causa de um desafio no TikTok.
Um morador de rua que estava dormindo foi atacado com coquetéis molotov e teve 70% do corpo queimado. O crime praticado por um adolescente foi transmitido em tempo real por uma plataforma. Os administradores do servidor faziam parte de uma organização criminosa altamente especializada em diversos crimes cibernéticos tendo como principais alvos, crianças e adolescentes.
Em abril deste ano, um adolescente de 16 anos foi preso por estuprar o próprio irmão de 5 anos para compartilhar os vídeos com um pedófilo. Veja Aqui
“O que acontece com a internet é que um desafio que antes poderia estar concentrado somente em grupo específico, ele agora aparece de forma disseminada na casa dos milhões”, explica Fabiana Vasconcelos, psicóloga do Instituto Dimicuida em entrevista ao Sul Minas. Ou seja, sem regulação estamos permitindo a criação de monstros.
Problema de Saúde Pública
Desde 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem considerado os “jogos perigosos” (hazardous games, em inglês) como um distúrbio comportamental listado na Classificação Internacional de Doenças (CID). Essas “brincadeiras” colocam em risco a segurança e a vida de crianças e adolescentes. A preocupação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é com a multiplicação de desafios perigosos propostos em jogos na internet.
A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para o que se apresenta como uma brincadeira, mas na verdade não é. A proposta de desafios perigosos nas redes, como a própria entidade os intitula, é estimular a prática de comportamentos de risco e autoagressivos, muitas vezes sob a falsa impressão de atitude inofensiva ou até mesmo de brincadeira. Para os pediatras, como a maioria desses desafios convida à agressão física ou psíquica, eles devem ser considerados violência e crime.
“Estamos vendo todo tipo de problema físicos, e também mentais e comportamentais. É um problema de saúde pública, sim. Temos atualmente mais de 26 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos que usam a internet – dados do comitê gestor da internet”, diz Evelyn Eisenstein, coordenadora do grupo de trabalho Saúde na era digital, em entrevista ao Sul Minas.
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