Assis Brasil, Senador Guiomard e Manoel Urbano celebram mais um aniversário
A emancipação político-administrativa de três antigos seringais acreanos que se tornaram cidades completa 49 anos nesta quarta-feira, 14, marcando os aniversários de Assis Brasil, Senador Guiomard e Manoel Urbano. Os municípios celebram a data com importantes avanços.
Assis Brasil
Situada na tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia, Assis Brasil fica a pouco mais de 341 km da capital, Rio Branco, pela BR-317, a Rodovia Interoceânica.
Antes de se tornar município, a localidade foi o antigo Seringal Paraguçu, desbravado em 1908, que se tornou Vila de Assis Brasil em 1958, pertencente ao município de Brasileia, de onde o território foi desmembrado e emancipado oficialmente em 14 de maio de 1976.
O nome homenageia Joaquim Francisco de Assis Brasil, embaixador que teve papel de destaque, com o Barão do Rio Branco – então ministro de Estado das Relações Exteriores – e Plácido de Castro – líder da Revolução Acreana – , na assinatura do Tratado de Petrópolis, entre Brasil e Bolívia, em 1903, que garantiu ao Brasil a posse das terras que se tornaram o Território do Acre, bem como o direito da exploração da borracha na região.
Compondo um núcleo populacional com localidades vizinhas como a cidade peruana de Iñapari e a boliviana Bolpebra, os habitantes de Assis Brasil estão estimados em 8,1 mil pessoas, de acordo com o Censo do IBGE de 2022.
Manoel Urbano: vida pacata no meio da floresta
Manoel Urbano originou-se da Colocação Tabocal, quando, no fim do século passado, dois irmãos conhecidos como João e Zé Moaco instalaram-se à margem direita do Rio Purus, dando esse nome ao lugar devido ao imenso bambuzal que ali existia.
Tempos depois, o nome mudou para Vila Castelo, devido ao navio Castelo, que ficou encalhado no Rio Purus durante um período de seca, obrigado a aguardar a cheia para regressar ao porto de Belém (PA). Na época, o transporte de pessoas, o abastecimento e o escoamento dos produtos eram feitos exclusivamente por via fluvial, em navios e embarcações menores, vindos dos portos de Belém e Manaus (AM).
O município, que fica distante da capital Rio Branco 228 km e atualmente tem acesso rodoviário pela BR-364, foi desmembrado de Sena Madureira e recebeu o nome pelo qual é conhecido atualmente em homenagem a um dos primeiros exploradores do Rio Purus, Manuel Urbano da Encarnação. Apesar de fundado em 1º de março de 1963, sua autonomia foi oficializada em 14 de maio de 1976, por meio da Lei nº 588.
De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, Manoel Urbano tem 11.996 habitantes.
Senador Guiomard: o point do amendoim
O município de Senador Guiomard, distante da capital Rio Branco cerca de 25 km, pela rodovia AC-40, começou a se formar em 1930, no local que se constituía de dois seringais ou colocações – o Quinari e o Grande Quinari -, no auge do extrativismo.
Com a abertura da estrada até Rio Branco em 1947, o general Guiomard dos Santos, quando governador do território do Acre, em 1950, e o secretário-geral do governo, coronel Manoel Fontenelle de Castro, teriam comprado grande extensão de terras, que dariam início à cidade, povoada também por dezenas de nordestinos, atraídos pela exploração da borracha.
Entre 1956 e 1957, a localidade teve seu primeiro subprefeito e passou a ser a Vila Grande Quinari. Nome que, segundo moradores mais antigos, está associado à árvore quinaquina ou quinquina (vocábulo quechua que significa “casca das cascas”), que havia em abundância no lugar e de cujas raízes se faz chá para curar febres e várias doenças. Alguns historiadores associam a origem da palavra a “quinari”, igualmente indígena, que significa “igarapé”.
A partir de 1959, registra-se a chegada de famílias japonesas, que até hoje permanecem na região e desenvolvem a cultura do amendoim, período em que também chegaram pessoas do Sudeste brasileiro atraídas pela pecuária.
Atualmente com número de habitantes estimado em 21.454 pessoas, de acordo com o Censo do IBGE de 2022, mesmo tendo recebido o nome oficial de Senador Guiomard, a cidade que foi desmembrada de Rio Branco é popularmente conhecida até hoje como Quinari.
O governador Gladson Camelí homenageou os três municípios enfatizando as parcerias com as prefeituras e destacando as ações do governo nas áreas de saúde, educação, comunicação, meio ambiente, segurança, abastecimento de água, saneamento básico, agricultura familiar e acesso à cidadania e infraestrutura.
“O importante é estarmos unidos, buscando o melhor para o nosso estado, e é isso que estamos fazendo nos últimos anos, com muita determinação. São 22 cidades que têm demandas diferentes e que precisam da mão do Estado para que os avanços possam chegar. Juntos podemos fazer muito mais pelo nosso povo e, nesta data festiva, é o momento de fazermos o balanço do que estamos conseguindo fazer para melhorar o nosso Acre e traçar novas metas a serem alcançadas. Aproveito para dar meus parabéns a todos os moradores dessas cidades que completam quase meio século hoje”.
Imagem Ilustrativa- Veredas do Tempo Blog Spot
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
