Ammar Hamayel de apenas 13 anos foi assassinado a tiros na quarta-feira (25), por tiros de soldados israelenses no vilarejo de Kafr Malik, ao norte de Ramallah. Outros três palestinos foram assassinados na mesma ocasião.
Colonos israelenses invadiram o funeral do menino Ammar Hamayel e incendiaram casas e veículos. Dando suporte aos colonos o exército israelense abriu fogo — alegando que havia sido atacado por tiros dos moradores. Versão contestada por quem presenciou a cena. “Não houve nenhum tiro do nosso lado, e três pessoas foram baleadas bem ao meu lado. Eles começaram a atirar para matar, miravam na cabeça ou no pescoço”, relatou Qaher Al Naji, visivelmente abalado. Um de seus filhos ficou ferido; o outro, Mohammad, de 20 anos, foi morto pelos soldados.
Vídeos feitos no local mostram militares israelenses disparando contra palestinos desarmados. Para um jovem amigo das vítimas, a cumplicidade do exército com os colonos tem incentivado uma violência indiscriminada. “Eles nos tratam todos como inimigos — seja uma criança, uma senhora idosa, um homem velho ou um bebê. Eles pensam que um bebê se tornará uma ameaça futuramente, então decidem matá-lo agora”, declarou.
Diante do corpo do filho envolto em uma bandeira palestina, Qaher desabafou: “Ficamos chocados ao ver o exército ajudando os colonos. As pessoas que feriram e mataram os jovens não foram os colonos; os moradores estavam conseguindo contê-los… E então o exército iniciou um massacre”.
Jaffar Hamayel testemunhou o assassinato de três palestinos pelo exército e relatou o momento: “Os colonos vieram e aproveitaram nosso luto, já que estávamos chorando por um mártir”.
É a segunda vez em uma semana que a comunidade local enterra seus mortos, vitimados pela ocupação militar. Com informações da RFI
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