Coluna da Angélica: se o Irã tivesse bomba nuclear ninguém o atacaria

Coluna da Angélica: se o Irã tivesse bomba nuclear ninguém o atacaria

É básico.

Quem tem bomba nuclear não é atacado. Observe a Coréia do Norte, o Paquistão…o ocidente reclama e difama mas não ataca.

Dito isso, vamos aos fatos: Israel é um Estado paranóico. E você também seria se fosse como ele o único país judaico cercado por islamitas. Principalmente se você fizesse questão de se mostrar superior a todos os outros. Não tem vizinho que aguente, correto?

Ainda mais se seu pequeno território de menos de 22.070 km².- cabem 7,5 Israéis dentro do território do Acre- tivesse uma fronteira com cinco países, mais a Faixa de Gaza que totalizam juntos 1.292.955 km². Nenhum amigável. Nessas condições é compreensível que Israel tenha a Síndrome do Pinscher. Principalmente porque seus vizinhos estão dominados, mas dominado é aquela história, sonha em se libertar. Do sonho para a ação é só uma questão de oportunidade.

Mas o Pinscher tem 90 ogivas atômicas, prontas para uso. Porém não pode usar porque isso desencadearia uma guerra nuclear e viraria pó junto com os adversários. Seu alardeado sistema de defesa “impenetrável”, foi penetrado pelo ataque iraniano. Seu poderoso exército não consegue vencer o Hamas. Está com os portos fechados e espaço aéreo idem. O que provocou uma situação parecida com a da pandemia de covid, com o comércio fechado e escassez de alimentos, de acordo com Marcelo Podgaetz, brasileiro residente em Tel Aviv.

Colonos judeus tentando fugir da guerra por iates rumo ao Chipre. Filas nas fronteiras e aumento de 350% nos atendimentos psicológicos completam o drama de um país que viu seu chefe maior fugir para a Grécia após bombardear o Irã- evacuado às pressas para um local desconhecido, segundo a imprensa israelense. Benjamin Netanyahu só reapareceu em Israel dias depois. E posou para fotos na parte de Tel Aviv reduzida a escombros pelo bombardeio iraniano.

Coincidentemente no dia em que seu gêmeo astral Donald Trump anuncia via X (antigo Twitter), o cessar-fogo. O fim da Guerra dos 12 dias. Não se sabe se combinou com os russos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi recebido hoje, 23, pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Trump que foi eleito prometendo tirar os Estados Unidos das guerras, aproveitou a deixa de Netanyahu para retomar a ideia de mudar o regime do Irã, uma velha prática estadunidense. Em 1953, a CIA junto com o M16 e o Mossad, derrubaram o primeiro-ministro do Irã, o nacionalista Mohammad Mossadegh, que tinha estatizado as empresas petrolíferas estrangeiras. Ó o petróleo aí, gente!

A ação devolveu o Irã à monarquia sob o comando do Xá Mohammad Reza Pahlevi que governou para os Estados Unidos e Inglaterra. Como 1ª ação, devolveu a exploração do petróleo para as empresas estrangeiras permitindo-lhes formar um consórcio para continuar explorando o petróleo iraniano. A Anglo-Iranian,  Shell e outras cinco empresas estadunidenses fizeram a festa com trilhões de dólares de lucro. A riqueza gerada pelo petróleo beneficiou a elite próxima ao regime, enquanto grande parte da população sofria com desemprego, inflação e falta de representatividade. A oposição era sistematicamente silenciada através da SAVAK, a temida polícia secreta que usava métodos de tortura e vigilância para conter dissidência. A liberdade de imprensa era limitada e partidos políticos de oposição foram banidos. Monarquia né gente?!

Well, os ataques de Israel e dos EUA, fizeram o filho do Xá Reza Pahlavi, que se intitula príncipe herdeiro, o Juán Guaidó deles, ou viúvo Porcino, “o que era sem nunca ter sido”, afiar as unhas. Dos Estados Unidos onde vive e lidera um tal de Conselho Nacional do Irã, tipo um governo no exílio, convocou o povo iraniano a uma revolta que possibilitasse a ele assumir o poder de fato. E comemorou o bombardeio que seu país natal sofreu.

E olha que ele nem é aristocrata de verdade. A dinastia Pahlavi (ou Pahlevi), foi fundada pelo avô dele, Reza Khan, um militar ambicioso, que deu um golpe de Estado em 1921 e, quatro anos depois, se proclamou Xá (rei).

Para apimentar a história, Donald Trump falou publicamente sobre a possibilidade de assassinar o líder máximo da República Islâmica do Irã, Ayatollah Khamenei: “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano não é capaz de TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime???”, e lançou o MIGA- Make Iran Grate Again, em português, faça o Irã grande novamente. Pausa para risos. Desde quando Trump é politicamente correto?

Nada é por acaso.  Olhos atentos observam que tudo se conecta alinhavado pelo petróleo.

Não é um game, no qual você escolhe um personagem. É o jogo do poder que não tá nem aí para vidas perdidas e desastres ambientais.

O correto não é torcer por um lado ou outro, e sim deixar que cada povo cumpra com sua obrigação de conter seus cachorros loucos.

Não acredite em mim. Não acredite em ninguém cegamente. Se informe. Leia. Estude. E observe as entrelinhas. É lá que estão as verdades escondidas.

Boa Noite. Sem pesadelos de guerra nuclear.

Coluna de opinião

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Imagem- CNN

 

 

 

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