Israel criou a figura de “Ataque Preventivo”, ou seja o direito de atacar militarmente um país por imaginar que um dia, talvez, este país possa atacar Israel
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu hoje um destino “amargo e doloroso” para Israel, após os ataques.
“Com esse crime, o regime sionista preparou um destino amargo e doloroso para si mesmo, e certamente irá enfrentá-lo”, disse Khamenei em uma declaração publicada na internet.
A principal autoridade política e religiosa do Irã também afirmou que o agressor receberá um “castigo severo”, mencionando a “natureza maligna” de Israel por atacar áreas residenciais na capital iraniana.
O exército iraniano também declarou hoje que Israel e os Estados Unidos vão receber um “sonoro tapa na cara” pelo ataque.
“Israel e os Estados Unidos receberão um tapa na cara bem dado”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas iranianas, general Abolfazl Shekarchi, em declarações divulgadas pela mídia estatal.
Shekarchi garantiu que as Forças Armadas do Irã “responderão em breve com contra-ataques, se Deus quiser”.
O exército de Israel anunciou hoje que o Irã lançou mais de 100 drones contra o território israelense e que “todos os sistemas de defesa estão operando para eliminar as ameaças”.
O ataque é uma reação iraniana ao Ataque Preventivo de Israel. O bombardeio israelense começou por volta das 03h30, no horário local, quando fortes explosões foram ouvidas na capital iraniana e se espalharam para outras regiões do país. O porta-voz do exército de Israel, Effie Defrin, informou que 200 aviões de combate participaram do ataque preventivo contra o Irã, atingindo mais de cem alvos no país com 330 tipos diferentes de munições.
Segundo o porta-voz, entre os alvos estavam o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, general Mohammad Hossein Bagheri, o comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irã, general Hossein Salami, e o líder da base aérea de Khatam ol-Anbiya, general Gholam Ali Rashid.
A imprensa oficial iraniana já confirmou a morte dos três comandantes militares e de pelo menos seis cientistas nucleares.
“Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi são os cientistas nucleares martirizados” no ataque israelense, informou a agência de notícias Tasnim.
Pelo menos nove pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas com os ataques, segundo agências de notícias oficiais do Irã.
Defrin afirmou que os aviões de guerra israelenses continuam realizando ataques contra instalações militares e nucleares iranianas.
Depois da Palestina o Irã. Quem será o próximo?
Israel mantém há oito décadas a ocupação ilegal do território da Palestina, com a criação de assentamentos de colonos israelenses, expulsão da população local e o assassinato indiscriminado de homens, mulheres, crianças e idosos.
São mais de 52 mil mortos, 10 mil desaparecidos soterrados sob os escombros das cidades destruídas. Os feridos passam de 100 mil, com um número ainda desconhecido de pessoas que ficaram amputadas ou cegas. mais de 2 milhões de palestinos foram expulsos de suas casas e forçados a perambular pela Faixa de Gaza (que possui apenas 365 km2) para fugir das bombas.
Todas as fontes de água potável estão controladas por Israel, que deixa entrar água a conta gotas. As ajudas humanitárias entram apenas com autorização dos sionistas e correm o risco de sofrerem bombardeios. Em fevereiro de 2024, Israel atirou contra um comboio humanitário e matou mais de 110 palestinos e deixou mais de 700 feridos.
Todos os hospitais foram bombardeados, a principal universidade de Gaza foi destruída, assim como mais de 85% das escolas.O cerco militar de Israel proibiu o acesso dos palestinos às plantações que ficam próximas à fronteira. No mar, a marinha israelense atira e mata pescadores, para não deixar os palestinos comerem.
Aproximadamente 70% do total de vítimas diretas são mulheres e crianças.
Fadi Alwhidi (que aparenta ter menos de 15 anos), deu um depoimento em vídeo, desesperado, logo após sobreviver a um bombardeio que matou toda a sua família no Norte de Gaza: “Estávamos assando pão. Quando, de repente, veio um míssil e destruiu nossa casa. Queremos comer, queremos viver. Como isso pode ser certo?! Não temos mísseis nem aviões, nem produzimos nada. Martirizaram minha avó, meu avô e meu tio. As pernas do meu pai foram amputadas [logo depois, ele também faleceu]. Oh, Deus! Oh Deus! Mataram minha família!”.
Não é guerra. Guerra pressupõe duas forças e neste caso envolve Israel que tem bomba atômica, exército armado até os dentes, as armas mais modernas e dinheiro dos Estados Unidos, contra uma população faminta, sem exército, sem dinheiro, que está tentando brigar pela sua liberdade. É uma ocupação colonial assumida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que disse que vai transformar Gaza em um resort para milionários. Para isso, precisam extinguir a população local.
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