Você pode ter colesterol alto sem saber, já que em muitos casos os sinais são silenciosos e facilmente confundidos com outras condições. Por isso, é importante prestar atenção ao corpo e não ignorar sintomas que podem indicar um problema cardiovascular.
O cardiologista Swarup Swaraj explicou ao portal HealthShots alguns sinais de colesterol elevado que merecem atenção. Segundo ele, agir precocemente pode fazer diferença não só para a saúde do coração, mas também para o bem-estar geral.
Olhos e pele podem dar sinais
Pequenos pontos amarelados nas pálpebras e em articulações podem ser depósitos de colesterol sob a pele. Embora não sejam perigosos por si só, indicam que o organismo pode estar lutando contra níveis altos de colesterol.
Fadiga persistente
Se você se sente constantemente cansado, mesmo após uma boa noite de sono, pode ser mais do que estresse ou excesso de tarefas. O colesterol acumulado nas artérias dificulta a circulação do sangue, o que pode gerar cansaço incomum. Um estudo do Journal of Psychosomatic Research identificou a relação entre fluxo sanguíneo reduzido, obstruções arteriais e fadiga persistente.
Dor ou pressão no peito
Sensação de aperto, pressão ou desconforto no peito durante esforço físico, como subir escadas, pode ser angina, um sinal precoce de que o coração não está recebendo oxigênio suficiente devido a artérias estreitas ou obstruídas. Ignorar esse sintoma aumenta o risco de infarto.
Alimentação que ajuda a reduzir o colesterol
De acordo com o National Health Service (NHS), do Reino Unido, reduzir o consumo de alimentos ricos em gordura saturada é essencial. Já as gorduras insaturadas podem ser benéficas. Entre os alimentos recomendados estão:
Peixes gordurosos, como salmão e cavala
Arroz, pães e massas integrais
Nozes e sementes
Frutas e vegetais
No Brasil: segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 40% da população adulta do país tem colesterol elevado. O problema é um dos principais fatores de risco para infarto e acidente vascular cerebral (AVC), duas das maiores causas de morte no Brasil.
Alimentação equilibrada ajuda controlar e prevenir o colesterol alto
Nutricionista do Sírio-Libanês destaca o papel da alimentação equilibrada na prevenção de doenças cardiovasculares; Guia de receita gratuito do Sírio-Libanês traz receitas para pacientes cardiológicos
dotar hábitos alimentares saudáveis é uma das estratégias para controlar o colesterol e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, que estão entre as principais causas de morte no Brasil. É o que afirma Larissa Gavioli, nutricionista do Sírio-Libanês, que reforça a importância de escolhas conscientes no dia a dia, especialmente diante do aumento de casos no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 4 em cada 10 adultos brasileiros apresentam níveis elevados de colesterol total. A gravidade desse cenário é evidenciada no estudo Global Burden of Cardiovascular Diseases and Risk Factors, publicado no Journal of the American College of Cardiology, que aponta que aproximadamente 400 mil brasileiros perdem a vida, anualmente, em decorrência de doenças cardiovasculares.
“O aumento do colesterol está diretamente relacionado ao consumo excessivo de gordura saturada e à baixa ingestão de fibras, aliados ao sedentarismo e ao excesso de peso”, explica Larissa. A especialista destaca ainda que a alimentação pode não só prevenir como, em alguns casos, contribuir para a reversão do quadro de dislipidemia. “Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas são aliados importantes na redução do colesterol, graças à presença de fibras solúveis e fitoesteróis”, completa.
Já alimentos como carnes com gordura aparente, laticínios integrais, queijos amarelos, bacon e embutidos devem ser consumidos com moderação. “Nenhum alimento precisa ser proibido, mas o excesso é o que causa desequilíbrios. O ideal é buscar o equilíbrio e aprender a interpretar os rótulos nutricionais para evitar o consumo excessivo de gordura saturada e gordura trans”, orienta a nutricionista.
Para ela, o consumo de alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos e refeições prontas congeladas, além a adesão a “dietas da moda”, como a cetogênica, low carb e paleolítica, especialmente quando seguidas sem orientação profissional, são sinais de alerta. “Essas dietas costumam ter um apelo estético, mas muitas vezes são ricas em gorduras de origem animal e podem agravar quadros de colesterol alterado. Já os ultraprocessados são ricos em gordura saturada, sódio e açúcar, que afetam negativamente a saúde do coração. Valorizar a comida de verdade, com alimentos in natura ou minimamente processados, é a base para uma alimentação que protege o coração”, afirma.
Para quem deseja iniciar mudanças na rotina alimentar, mesmo com o tempo apertado, a nutricionista sugere atitudes simples e eficazes:
Incluir frutas, verduras e legumes nas refeições diárias.
Priorizar cereais integrais, como arroz integral e aveia.
Optar por carnes magras, frango sem pele e peixes.
Escolher laticínios com menor teor de gordura, como leite desnatado, ricota e cottage.
Evitar ou reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados.
Além da alimentação, Larissa reforça que a prática regular de atividade física e a manutenção do peso adequado são fatores fundamentais no controle do colesterol. “Com pequenas mudanças e constância, é possível melhorar a saúde do coração e evitar complicações graves no futuro”, conclui a nutricionista.
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