Censura corre solta: o fanatismo é livre mas a sátira é calada nos EUA

Censura corre solta: o fanatismo é livre mas a sátira é calada nos EUA

Nova York, 18 de setembro de 2025 –Jimmy Kimmel, mestre da sátira, jogou uma bomba em seu monólogo no Jimmy Kimmel Live! de 15 de setembro. Pela rede ABC, ele ironizou o assassinato de Charlie Kirk: “O queridinho da extrema-direita foi abatido por um fã que viu o ‘herói’ como mercador de ódio”. A piada, mirando Tyler Robinson, o suspeito, gerou risos e revolta.

A reação foi imediata. Horas após o programa, a ABC suspendeu o show, citando pressões da FCC – Comissão Federal de Comunicações dos EUA, que regula rádio e TV. Donald Trump, em seu segundo mandato, celebrou no X: “Kimmel aprendeu: não se zomba de patriotas como Kirk”. O caso expõe os limites frágeis da Primeira Emenda, que desde 1791 protege fala, imprensa e reuniões pacíficas.

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