Criticar o governo de Israel não é atacar o povo judeu, é liberdade de expressão
Breno Altman é alvo de perseguição sionista por denunciar o genocídio em Gaza. Altman é um jornalista judeu brasileiro referência em análise política internacional. Mesmo sendo judeu, ele vem sendo acusado de antissemitismo pela CONIB (Confederação Israelita do Brasil). Breno não é antissemita. Ele é antissionista e se posiciona contra a ocupação do território palestino pelo Estado de Israel, além de criticar o genocídio promovido pelo 1º ministro Benjamin Netanyahu.
Antissemitismo
Ódio contra judeus. O antissemitismo atingiu o auge durante o regime nazista.
Antissionismo
Repulsa contra a ideologia racista e colonial denominada sionismo, que domina a política de Israel.
Vale ressaltar que Breno Altman não é o único judeu antissionista. Existe até um Coletivo Vozes Judaicas por Libertação que se contrapõe à CONIB e defende um judaísmo livre do sionismo.
Também é necessário destacar que para muitos historiadores, os palestinos também são semitas.
Calar vozes que se levantam contra o genocídio palestino
O judeu Breno Altman foi acusado de racismo contra os judeus, incitação ao crime e apologia de crime e a ação movida pela CONIB foi acatada pelo MPF e o jornalista denunciado pelo procurador Maurício Fabretti. Desde 2023 a CONIB vinha denunciando Breno Altman, a Polícia Federal chegou a abrir inquérito mas não encontrou crime. Mesmo assim Fabretti seguiu com a denúncia.
Jornalistas fizeram um abaixo-assinado contestando a denúncia que se baseia em postagens de Breno Altman nas redes sociais.
Veja o texto do abaixo-assinado lançado pelo jornalista Juca Kfouri
“Exmo Sr Maurício Fabretti, do MPF
Nós abaixo-assinados, protestamos contra sua denúncia em relação ao jornalista Breno Altman por usado de metáfora conhecida e que significa exatamente o que metáforas significam.
Denunciá-lo, diferentemente do que fez a Polícia Federal ao considerar a denúncia da Conib descabida, fere não só a liberdade de imprensa como a de expressão.
Não é preciso concordar com Altman para perceber que ao usar a metáfora chinesa “não importa a cor do gato, importa que coma o rato”, ele não igualou todos os sionistas ao pequeno animal.
Tivesse escrito o mesmo sobre os nazistas teria também sido denunciado por racismo?
Ou, então, que ele, judeu, considere os responsáveis pelo genocídio na Palestina equivalentes a ratos o transforma em racista ou terrorista?
Se, digamos, a metáfora fosse com leões e tigres, águias e gaviões, haveria a mesma denúncia?
Inconformados, pedimos a retirada da denúncia e, se não atendidos, informamos que subscrevemos o escrito por Atman”
Para assinar o abaixo-assinado em solidariedade a Breno Altman clique aqui.
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