À Fórum, ex-deputado conta bastidores do processo que resultou na operação da PF na 13ª Vara Federal de Curitiba
Ao Fórum Onze e Meia, o ex-deputado estadual Tony Garcia explicou a origem da sua denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na operação da Polícia Federal (PF) desta quarta-feira (3) na 13ª Vara Federal de Curitiba, local que concentrou os processos da Lava Jato sob o comando de Sergio Moro.
A operação é resultado da denúncia de Garcia contra Moro, em que acusava o ex-juiz e hoje senador de ter o coagido a grampear autoridades públicas. O ex-deputado conta que todo o processo começou em 1996, quando Moro o colocou em uma ação para proteger o juiz Danilo Pereira Júnior, que foi funcionário do Consórcio Garibaldi e desviou o dinheiro de uma cota para sua esposa, que posteriormente foi indiciada pelo Banco Central.
Nessa época, Moro não estava na ação, mas conseguiu entrar para proteger ou chantagear Danilo, de acordo com Garcia, para que o juiz levasse duas pessoas que trabalharam com ele no consórcio para falar que Tony era dono da empresa. A partir daí, Moro mandou prender Garcia com base em uma falsa delação, que tinha o objetivo de encobrir a esposa de Danilo e que depois foi derrubada na Justiça pelo ex-deputado. “Eu não fiz delação, eu fiz uma colaboração que envolveu nem eu admitir culpa de nada, nem o consórcio Garibaldi”, afirma Garcia.
O ex-deputado acrescenta que a partir desse momento foi quando Moro começou a exigir que Garcia grampeasse autoridades como governadores, presidente do Tribunal de Contas da União, ministro do Superior Tribunal de Justiça e desembargadores.
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