Tribunal de Seul considerou ‘bem fundamentada’ a acusação contra Yoon Suk Yeol que, em dezembro de 2024, decretou lei Marcial, fechou Parlamento e colocou mídia sob controle militar
O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (19/02) por insurreição relacionada à sua tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024.
“A acusação de que Yoon Suk Yeol liderou uma insurreição é bem fundamentada”, decidiu o Tribunal Distrital Central de Seul. Momentos depois, o tribunal condenou o ex-presidente à prisão perpétua.
Segundo o tribunal, em dezembro de 2024, o então presidente conspirou com o ministro da Defesa e outros altos funcionários para subverter a Constituição por meio de sedição, manifestada na declaração ilegal da lei marcial na ausência de guerra ou de estado de emergência nacional.
Além de Yoon Suk Yeol, os ex-chefes da Defesa, da Agência Nacional de Polícia e da Agência de Polícia Metropolitana de Seul receberão seus veredictos nesta quinta-feira em relação à imposição da lei marcial.
Antes do julgamento contra o ex-presidente sul-coreano, a polícia mobilizou um grande contingente ao redor do tribunal, do lado de fora do qual um grupo de apoiadores de Yoon Suk Yeol se reuniu para exigir sua libertação.
Em 3 de dezembro de 2024, Yoon Suk Yeol decretou a lei marcial no país para evitar ser destituído do cargo.
Após a imposição da medida, Yoon fechou o Parlamento, proibiu as atividades dos partidos políticos e colocou a mídia sob controle militar.
O Tribunal Constitucional confirmou a destituição de Yoon do cargo em 4 de abril de 2025, o que levou à antecipação das eleições presidenciais para o início de junho daquele ano.
Yoon Suk Yeol foi condenado em 16 de janeiro a cinco anos de prisão no primeiro dos julgamentos que enfrenta pela declaração da lei marcial.
Em 21 de janeiro, o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo, acusado de insurreição, perjúrio e outros crimes, foi condenado a 23 anos de prisão.
Em 12 de fevereiro, o ex-ministro do Interior e da Segurança, Lee Sang-min, foi condenado a sete anos de prisão por sua cumplicidade na insurreição liderada por Yoon. Com informações da Tele Sur
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