Nenhum morava em favela: policiais, assessores políticos e servidor do judiciário são presos por narcotráfico

Nenhum morava em favela: policiais, assessores políticos e servidor do judiciário são presos por narcotráfico

No dia 20 de fevereiro, foram presos 8  bandidos no Amazonas e mais 6 em outras unidades da federação, entre policiais, assessores políticos e um servidor do judiciário. Todos foram acusados de movimentarem milhões dentro do narcotráfico, sendo denunciados por  ligação a um grupo varejista.

Dentre as apreensões, destacam-se carros de luxo e grandes quantidades de dinheiro. Os bandidos de farda e terno usavam de empresas e até mesmo igrejas evangélicas para movimentar drogas e lavar dinheiro, estimando-se uma arrecadação de R$1,5 milhão no último período e até R$70 milhões desde 2018.

Segundo as investigações, o esquema consistia principalmente em comprar e transportar drogas da Colômbia até Manaus, de onde seriam redistribuídas para outros estados.

A Nova Democracia listou os nomes de alguns dos presos: Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete da Assembleia Legislativa do Amazonas; Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil e integrante da comissão de licitação da Prefeitura de Manaus; Josafá de Figueiredo Silva, ex-assessor parlamentar; Osimar Vieira Nascimento, policial militar. O suposto líder do grupo ainda se encontra foragido.

Narcotráfico nas entranhas do velho Estado

O caso rememora novamente que o núcleo do narcotráfico está nas entranhas do velho Estado e não nas favelas, como afirmam histericamente os reacionários com seu discurso de “narcoterrorismo”. Longe de ser uma exceção, o Jornal A Nova Democracia vem demonstrando diariamente que a participação desses agentes é regra em todo o território nacional.

Em fevereiro de 2025, foi descoberto que militares da Força Aérea Brasileira  no Amazonas usavam o avião da instituição para transporte de drogas, utilizando-se inclusive mulheres grávidas e indígenas como mulas.

No mês seguinte, o Diretor de presídio de Igarassu em Pernambuco, junto com diversos policiais penais, foram presos por tráfico de drogas. Na cadeia, existia inclusive um laboratório para produção de entorpecentes.

Já para o final do ano, em novembro, na Paraíba, um guarda municipal foi acusado de liderar o tráfico de drogas  no interior do estado, sendo igualmente considerado mandante de vários homicídios na região.

 

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