Bilionários e egoístas: destroem o planeta e constroem bunkers para se proteger dos efeitos

Bilionários e egoístas: destroem o planeta e constroem bunkers para se proteger dos efeitos

Parece coisa de ficção científica,  mas  bilionários do mundo da tecnologia estão comprando terrenos em lugares como o Havaí e a Nova Zelândia para construir bunkers subterrâneos e complexos de alta segurança

Bilionários ao redor do mundo estão investindo em um novo tipo de propriedade de luxo: bunkers adaptados para não comprometer sua segurança e seu estilo de vida.  Esses abrigos subterrâneos, repletos de conforto e autonomia, estão se tornando um fenômeno intrigante. Essas figuras ultra-ricas estão construindo refúgios dignos de cenas de filmes apocalípticos.

Segundo o Capitalist, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, por exemplo, integrou um bunker de última geração ao seu complexo bilionário no Havaí. Esse bunker, envolto em sigilo e rodeado por uma estrutura de segurança extrema. Seu complexo no Havaí é composto por várias edificações, incluindo casas para hóspedes, instalações agrícolas e até uma coleção de casas na árvore conectadas por pontes de corda.

O livro “Survival of the Richest: Escape Fantasies of the Tech Billionaires” relata uma reunião secreta na qual cinco bilionários compartilharam seus planos de construir bunkers subterrâneos para evitar “O Evento”.

Esse termo eufemístico engloba uma gama de possíveis cataclismos, desde colapsos ambientais até agitações sociais e ameaças cibernéticas.

Os trabalhadores envolvidos na construção dos bunkers são obrigados a manter total confidencialidade sobre as atividades desenvolvidas nos bunkers.

O escritor Douglas Rushkoff, autor de “Survival of the Richest”, descreve o ‘Evento’ como uma justificativa comum para a construção desses bunkers. Ele revela que, durante uma reunião com bilionários, as ameaças incluíam colapsos ambientais, explosões nucleares, tempestades solares, vírus incontroláveis e ataques cibernéticos massivos.

 Desconexão preocupante com a realidade global

Segundo uma reportagem da revista Wired, o dono da Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp), Mark Zuckerberg, estaria gastando em torno de 270 milhões de dólares em uma fortificação com suprimento próprio de energia e de comida em um terreno equivalente a uns 800 campos de futebol na ilha havaiana de Kauai.

O objetivo de Zuckerberg, de acordo com a revista, é manter um abrigo seguro contra um “evento catastrófico no planeta”.

Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, também afirma que esse tipo de empreendimento é um “seguro contra o apocalipse”.

Mas o que eles tanto temem? Guerras? Pandemias? Crise climática?

Existe uma suposta ameaça ligada diretamente à tecnologia, setor que fez a fama e a fortuna de muitos desses megarricos.

O perigo seria o surgimento de uma Inteligência Artificial (IA) que se torne tão poderosa que decida eliminar a humanidade da face da Terra.

O escritor David A. Price publicou um artigo no jornal Wall Street Journal em que descreve uma corrente no Vale do Silício como “apocalípticos contentes”: pessoas envolvidas com o desenvolvimento da inteligência artificial que veem uma certa naturalidade em o computador tomar o lugar do humano no mundo.

Price cita o fundador do Google Larry Page e o pesquisador Richard Sutton como exemplos de “apocalípticos contentes”.

Projeto só é viável para quem tem bilhões. O resto que se lixe

Membros da elite mundial, incluindo gestores de fundos de investimentos, celebridades do esporte e executivos de tecnologia (há rumores de que Bill Gates tem bunkers em todas as suas propriedades) optaram por projetar seus próprios abrigos secretos para hospedar suas famílias e funcionários.

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