A princípio, o lançamento do filme estava previsto para acontecer antes do pleito presidencial, marcado para o início de outubro. Problemas financeiros na reta final da produção somados ao temor do impacto político na candidatura de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, adiaram a data de estreia.
A Go Up, produtora responsável pelo longa, afirmou que as negociações de distribuição “fazem parte da estratégia comercial do projeto e seguem em andamento”. Outras empresas do setor estão sendo procuradas, mas, segundo pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum contrato foi fechado até o momento.
Além dos desafios comerciais, o filme enfrenta resistência dentro do mercado audiovisual brasileiro. O cenário ganhou novos contornos após questionamentos envolvendo o financiamento da produção.
Parte dos recursos destinados ao projeto teria sido fornecida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atualmente preso sob acusação de liderar uma organização criminosa acusada de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.
Em maio, reportagem do portal The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro participou das negociações relacionadas ao financiamento do longa e teria feito cobranças diretas de pagamentos ao empresário.
O valor efetivamente repassado ao filme pelo ex-banqueiro, por meio da empresa Entrepay, foi de US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões.