Dark Horse: distribuidora recusa proposta de distribuir filme de Bolsonaro

Dark Horse: distribuidora recusa proposta de distribuir filme de Bolsonaro

Considerada uma das maiores distribuidoras cinematográficas do Brasil e da América Latina, a a Paris Filmes, recusou uma proposta para estar à frente da exibição de ‘Dark Horse’, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a Globo News fontes envolvidas na negociação sobre os direitos da produção revelaram o embroglio na produção.  Apesar da negativa, a obra de ficção sobre a biografia do ex-presidente  tem lançamento previsto para o dia 5 de novembro, alguns dias após o segundo turno das eleições presidenciais deste ano.

A princípio, o lançamento do filme estava previsto para acontecer antes do pleito presidencial, marcado para o início de outubro. Problemas financeiros na reta final da produção somados ao temor do impacto político na candidatura de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, adiaram a data de estreia.

A Go Up, produtora responsável pelo longa, afirmou que as negociações de distribuição “fazem parte da estratégia comercial do projeto e seguem em andamento”. Outras empresas do setor estão sendo procuradas, mas, segundo pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum contrato foi fechado até o momento.

Desafio no mercado audiovisual

Além dos desafios comerciais, o filme enfrenta resistência dentro do mercado audiovisual brasileiro. O cenário ganhou novos contornos após questionamentos envolvendo o financiamento da produção.

Parte dos recursos destinados ao projeto teria sido fornecida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atualmente preso sob acusação de liderar uma organização criminosa acusada de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.

Em maio, reportagem do portal The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro participou das negociações relacionadas ao financiamento do longa e teria feito cobranças diretas de pagamentos ao empresário.

O valor efetivamente repassado ao filme pelo ex-banqueiro, por meio da empresa Entrepay, foi de US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões.

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