Chapa do PL vence eleição suplementar para o governo de Roraima com candidatura sub judice

Chapa do PL vence eleição suplementar para o governo de Roraima com candidatura sub judice

Arthur Henrique e Subtenente Velton, do Partido Liberal, tiveram 60,87% dos votos válidos; TRE ainda não proclamou o resultado

A Justiça Eleitoral concluiu neste domingo (21) a apuração dos votos da eleição suplementar para os cargos de governador e vice-governador de Roraima. A chapa formada por Arthur Henrique [foto] e Subtenente Velton (PL) foi a mais votada, com 160.004 votos, o equivalente a 60,87% dos votos válidos. Em segundo lugar ficaram Soldado Sampaio e Tayla Peres (Republicanos), que receberam 93.897 votos, correspondentes a 35,72% do total válido. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral.

Apesar da vantagem nas urnas, o resultado da disputa ainda não foi proclamado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Isso porque a candidatura de Arthur Henrique permanece sub judice, já que o registro da chapa foi indeferido pelo tribunal regional e o recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda aguarda julgamento.

De acordo com o presidente do TRE-RR, desembargador Mozarildo Cavalcanti, os votos atribuídos a Arthur Henrique seguem registrados na condição de “sub judice”, conforme prevê a legislação eleitoral. A situação decorre do Recurso Ordinário Eleitoral nº 0600079-71.2026.6.23.0000, relatado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, que discute o cumprimento dos prazos de desincompatibilização previstos na Lei Complementar nº 64/1990.

Além desse recurso, o TSE também analisa um processo administrativo relacionado à Resolução nº 584/2026 do TRE-RR, que regulamentou a eleição suplementar e estabeleceu regras sobre desincompatibilização de candidatos. O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, defende a manutenção do entendimento historicamente adotado pela Justiça Eleitoral em eleições suplementares. O julgamento, no entanto, foi suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha e aguarda nova deliberação do plenário da Corte. As informações são do GGN

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