Segundo apuração, a etapa desta quarta mira um advogado e pessoas ligadas a Sóstenes que teriam sido responsáveis por sacar valores e tentar fraudar a investigação ao criar uma versão para a origem do dinheiro. A PF, no comunicado oficial, afirma haver indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.
Sóstenes Cavalcante e a versão do imóvel em dinheiro vivo
A conexão com Thiago Ferreira de Paula vem da explicação apresentada por Sóstenes após a operação de dezembro, quando agentes apreenderam R$ 430 mil em espécie em endereço ligado ao deputado em Brasília. O líder do PL afirmou na ocasião que o dinheiro vinha da venda de uma casa em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
A venda entrou na mira porque a escritura foi lavrada em cartório no dia 30 de dezembro, 11 dias depois da busca da PF. Segundo reportagens da época, o imóvel foi negociado por R$ 500 mil em dinheiro vivo, e o comprador era o advogado Thiago Ferreira de Paula, que atua em Minas Gerais.
A Fórum já havia mostrado que Sóstenes registrou a venda do imóvel após a ação da PF, embora o deputado afirmasse ter recebido o valor antes da operação. A nova fase aprofunda justamente a apuração sobre a movimentação e a destinação dos recursos investigados.
PF mostra livro-caixa, maços de dinheiro e relógio
O material visual publicado pela PF é o principal elemento novo da operação. Em uma das fotos, uma capa de livro com a palavra “Direito” aparece aberta sobre uma caixa com cédulas. Em outra, o dinheiro aparece acomodado em caixas brancas, com notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200.
A PF também publicou uma imagem de um relógio em caixa da marca Patek Philippe. O comunicado oficial, porém, não informa se o item foi apreendido, avaliado ou vinculado a algum investigado específico.
Operação Rent a Car apura cota parlamentar e fraude processual
A Operação Rent a Car nasceu de suspeitas sobre contratos de locação de veículos pagos com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, verba pública da Câmara destinada a custear despesas do mandato. Segundo a PF, fases anteriores identificaram supostas irregularidades na contratação de empresa de aluguel de veículos com recursos da CEAP.
Na etapa desta quarta, a PF afirma que aprofunda a apuração sobre a movimentação e a destinação desses valores. O órgão diz haver indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente usadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.
A corporação também aponta possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas. As medidas seguem em curso, e o comunicado oficial da PF não informa denúncia, condenação ou conclusão sobre responsabilidade penal dos citados. As informações são da Fórum