Projeto garante transferência de passagens aéreas entre passageiros

Projeto garante transferência de passagens aéreas entre passageiros

Texto permite a transferência até 24 horas antes do embarque e veda cobranças abusivas pelas companhias aéreas

O deputado federal  Glaycon Franco (PSDB),  apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei que garante ao consumidor o direito de transferir a titularidade de passagens aéreas para outra pessoa. A proposta estabelece regras para o procedimento, define obrigações das companhias aéreas e prevê sanções para empresas que descumprirem a futura legislação.

Pelo texto, o titular da passagem poderá solicitar a transferência para um terceiro até 24 horas antes do horário previsto para o embarque. A alteração poderá ser feita por meio de aplicativo, site, central telefônica ou atendimento presencial disponibilizado pela companhia aérea.

O projeto determina que a transferência seja realizada sem cobrança de multas, taxas administrativas, diferença tarifária ou qualquer outro valor relacionado à mudança de titularidade. A empresa deverá concluir o procedimento em até duas horas após a solicitação, e o novo passageiro passará a assumir todos os direitos e obrigações previstos no contrato de transporte.

Cada bilhete poderá ser transferido apenas uma vez. A utilização do mecanismo para revenda profissional ou intermediação comercial de passagens é proibida, assim como a transferência de bilhetes adquiridos com descontos destinados a públicos específicos, como idosos e estudantes.

O texto ainda impede que as companhias aéreas restrinjam a transferência em razão da categoria tarifária da passagem, de promoções ou de programas comerciais, bem como proíbe cláusulas contratuais que dificultem ou inviabilizem o exercício desse direito. Também fica vedada a exigência de compra de uma nova passagem para efetivar a alteração de titularidade.

Embora o projeto estabeleça como regra a gratuidade da transferência, ele prevê que eventuais cobranças somente poderão corresponder a custos operacionais efetivamente comprovados pela empresa, sendo proibida a aplicação de multas punitivas ou diferenças tarifárias. Qualquer valor cobrado deverá ser previamente informado ao consumidor de forma clara e justificada.

Na justificativa da proposta, Glaycon Franco afirma que a legislação atual não assegura de forma clara o direito à transferência de passagens, o que frequentemente resulta na perda integral do valor pago quando o passageiro fica impossibilitado de viajar.

Segundo o parlamentar, a medida busca equilibrar a relação entre consumidores e companhias aéreas, fortalecer o princípio de transparência e evitar o desperdício de assentos que poderiam ser utilizados por outros passageiros. Com informações do Congresso em Foco.

Veja também

Sucateamento da segurança pública de SP faz policiais venderem rifa para manter delegacia

Sucateamento da segurança pública de SP faz policiais venderem rifa para manter delegacia

Investigadores e escrivães da Polícia Civil do Estado de São Paulo, do município de Presidente …