Flávio mantém o vice porque o eleitor da direita aceita qualquer negócio

Flávio mantém o vice porque o eleitor da direita aceita qualquer negócio

Flávio Bolsonaro já anunciou que ninguém mexe com seu vice, o deputado Alfredo Gaspar, mesmo que possam surgir novas informações sobre o envolvimento do escolhido em denúncia de estupro de uma menina de 13 anos.

Por que não mexerá? Porque Flávio pode escolher quem quiser de vice e não acontecerá nada. O vice pode não agregar votos à sua candidatura, mas ele sabe também que esse vice ou qualquer outro não irão dispersar forças. O eleitor de Flávio não se incomoda com notícias sobre questões morais.

Porque Flávio, o pai dele, o entorno, a madrasta, Valdemar Costa Neto, todos eles representam a moralidade. E o eleitor de Flávio acredita nisso mesmo: que eles defendem a pátria, a família, a fé cristã e as coisas certas.

Se escolhesse o chefe do PCC que atua na Faria Lima como vice, Flávio teria alguns problemas, mas nada que comprometesse sua campanha. O filho ungido sabe que metade da população assimila todos os malfeitos dele e da família.

O eleitor de direita foi anestesiado por tantos crimes e pela impunidade esparramada. Ele quer derrotar Lula do jeito que der. Não interessa se o vice de Flávio pode ser condenado por estupro e se Flávio nunca foi punido pelos rolos nos quais se envolveu.

Chegamos ao ponto em que, a partir de agora, nenhuma informação nova causará impacto em toda a direita, e não só no fascismo.

Flávio foi blindado pela anestesia do cinismo da família brasileira que consome as pregações de Malafaia, inclusive a dita família católica subjugada pelas mensagens dos grandes líderes neopentecostais, que para muitos católicos são mais líderes do que o Papa Leão XIV.

Por Moisés Mendes

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