Cassar. Calar. Prender

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Candidato antidemocrático não pode participar de eleições

Parabéns ao ministro Dias Toffoli por suspender a campanha de Renan Santos. Deixar de informar quais são seus canais de comunicação dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral não foi um equívoco. Foi uma atitude proposital. Uma tentativa de fraudar e desmoralizar as leis. Fragilizar a democracia brasileira. Mas suspender ainda é pouco. Sua candidatura deve ser indeferida. Desde as suas primeiras participações na campanha, como no debate da Band, ele se utiliza do espaço eleitoral não para apresentar propostas, mas para agredir as instituições. Seus ataques a ministros do STF e aos candidatos presidenciais evidenciam a estratégia. O seu discurso estridente e a sua postura hostil a tudo e a todos não deixam dúvida que ele emula um dos personagens mais nefastos da história da humanidade, responsável pela eclosão da Segunda Guerra Mundial e mais de 50 milhões de mortos, cujo nome me recuso a repetir. Como tem denunciado a deputada Tabata Amaral, um dos alvos de seu ódio ilimitado, ele integra uma rede internacional de extrema-direita que prega a eliminação de todas as conquistas democráticas.  Sua candidatura tem que ser cassada. Sua voz tem que ser calada. E se ele insistir em sua campanha antidemocrática tem que ser preso.

Por Alex Solnik

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