Peptídeos como sermorelin, BPC-157, TB-500 e melatonan II ganharam espaço nas redes sociais com promessas de rejuvenescimento, ganho de massa muscular, redução de gordura, cicatrização e bronzeamento. O endocrinologista Paulo Augusto Carvalho Miranda classifica essas moléculas como “fármacos zumbis”, por terem sido abandonadas ou não terem confirmação científica suficiente, mas voltarem a circular no mercado paralelo.
O sermorelin chegou a receber aprovação nos Estados Unidos para casos de baixo crescimento em crianças, mas deixou de ser comercializado por apresentar resultado inferior ao uso direto do hormônio do crescimento e exigir várias aplicações diárias. Apesar disso, vendedores passaram a anunciar a substância para melhorar sono, libido, massa muscular e envelhecimento, benefícios que não encontram respaldo em estudos, afirma o médico.
Miranda também alerta para os riscos de outras substâncias. O BPC-157 é promovido como reparador de tecidos, embora tenha poucos testes em seres humanos e segurança de longo prazo desconhecida. Já o TB-500 pode estimular mecanismos ligados à progressão de tumores existentes, enquanto o melatonan II, vendido para bronzeamento, pode elevar a pressão e a frequência cardíaca, provocar insuficiência renal e causar priapismo, uma emergência médica marcada por ereções prolongadas e dolorosas. Com informações do DCM
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