Lula sanciona ampliação de atendimento cardiovascular em UPAs

Lula sanciona ampliação de atendimento cardiovascular em UPAs

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto que amplia o atendimento a urgências cardiovasculares nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com a inclusão de medicamentos trombolíticos na rede. A medida busca acelerar o início do tratamento em casos graves, como infartos, e reduzir mortes e sequelas provocadas por doenças do coração.

Os trombolíticos são medicamentos usados para dissolver coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea. Em situações como o infarto, a aplicação rápida pode ajudar a restabelecer o fluxo de sangue e diminuir os danos ao coração.

O principal objetivo da nova regra é ampliar o acesso ao tratamento de emergência, especialmente para pacientes que vivem longe de hospitais com estrutura especializada. Em muitos casos, a distância até unidades com hemodinâmica — serviço usado em procedimentos cardíacos de maior complexidade — reduz as chances de atendimento dentro do período considerado ideal.

Nas emergências cardiovasculares, o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento é decisivo. Quanto maior a demora, maior o risco de complicações, sequelas e morte. Com a possibilidade de administrar trombolíticos ainda nas UPAs, o atendimento poderá começar antes da transferência do paciente para um hospital especializado.

As novas regras deverão ser implementadas em até 180 dias após a sanção. O prazo será usado para a adaptação do Sistema Único de Saúde (SUS), das unidades de atendimento e dos protocolos clínicos necessários à aplicação da medida.

O texto havia sido aprovado pelo Senado Federal em agosto de 2026. Na ocasião, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) enviou ao presidente Lula um pedido de urgência para a sanção da proposta.

Na carta encaminhada ao Planalto, a entidade destacou que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país e ressaltou a importância do atendimento rápido nos casos de infarto. Segundo a SBC, parte da população brasileira, principalmente fora dos grandes centros urbanos, não consegue chegar a tempo a hospitais com estrutura especializada.

Para esses pacientes, a aplicação de trombolíticos nas próprias UPAs pode permitir que o tratamento seja iniciado dentro da janela adequada para reduzir os danos causados pela interrupção do fluxo de sangue ao coração.

A sanção integra uma mudança nos protocolos de atendimento de urgência cardiovascular na rede pública. A expectativa é que a descentralização do início do tratamento reduza desigualdades no acesso e fortaleça a resposta do SUS em situações em que cada minuto pode ser determinante para a sobrevivência do paciente. As informações são do BR247

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