Mobilizações ocorrem em todas as regiões do país neste 7 de Setembro e também defendem SUS, reforma agrária, soberania e combate ao feminicídio
Movimentos populares, sindicatos, pastorais sociais, igrejas e organizações da sociedade civil realizam nesta segunda-feira (7) atos do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, com uma agenda nacional que inclui a defesa da moradia digna e o fim da escala de trabalho 6×1 entre as principais reivindicações.
As manifestações estão previstas em capitais e cidades do interior de todas as regiões do país. Segundo informações do BdF, a mobilização também incorpora pautas como reforma agrária, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentamento ao feminicídio e defesa da soberania nacional.
Tradicionalmente realizado em paralelo às comemorações oficiais do Dia da Independência, o Grito dos Excluídos busca apresentar uma agenda social para o 7 de Setembro, relacionando o debate sobre soberania às condições de trabalho, renda, moradia e acesso a direitos.
O lema escolhido para a edição deste ano é “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. O movimento também mantém como tema permanente a frase “Vida em Primeiro Lugar!”.
Atos no Sudeste
Em São Paulo, a principal concentração ocorre a partir das 9h, na Praça da Sé, seguida por caminhada até o Largo São Francisco. Ao meio-dia, está prevista uma missa na Catedral da Sé.
Outras cidades paulistas também integram a programação. Em Cajamar, o ato começa às 9h, no Parque São Roberto. Em Mogi das Cruzes, a concentração ocorre no mesmo horário, na Praça do Rosário. Já em São José dos Campos, a mobilização está marcada para as 8h, na Praça Afonso Pena.
No Rio de Janeiro, há manifestação prevista para as 9h em Petrópolis, na Praça do Bosque. Na capital fluminense, uma nova atividade será realizada no sábado (12), das 9h às 12h, no Pré-Vestibular para Negros e Carentes (PVNC), em Jacarepaguá.
Em Belo Horizonte, os participantes se concentram às 9h30 na Praça da Rodoviária e seguem em caminhada para um ato político e cultural no Viaduto Santa Tereza.
No Espírito Santo, a manifestação em Vitória começa às 8h, na Praça Portal do Príncipe, com caminhada em direção ao Palácio Anchieta. O estado também teve atividades preparatórias em Colatina e Cachoeiro de Itapemirim.
Nordeste reúne atos em cinco estados
No Ceará, a programação desta segunda-feira ocorre em Fortaleza, a partir das 8h, na Praça do Conjunto Tamandaré, no bairro Jangurussu. Em Quixeré, no distrito de Lagoinha, há atividade prevista para as 16h. O estado também registrou mobilizações em Juazeiro do Norte e Crateús nos últimos dias.
Na Bahia, Vitória da Conquista recebe manifestação às 10h, no cruzamento da rua Régis Pacheco com a avenida Integração. Em Salvador, a programação começou na sexta-feira (4), com a décima edição do chamado “Gritinho”, na Escola Nossa Senhora de Escada.
Em Maceió, os participantes se reúnem a partir das 8h na Praça Sinimbu. A programação prevê celebração ecumênica e, em seguida, passeata.
No Maranhão, uma atividade foi realizada no sábado (5), no Seminário Santo Antônio, em São Luís.
Já em João Pessoa, a concentração está marcada para as 10h e ocorre simultaneamente ao desfile oficial da Semana da Pátria. A caminhada pretende destacar reivindicações sociais e trabalhistas.
Norte destaca Amazônia e juventude
No Pará, parte da programação teve início no sábado (5), Dia da Amazônia. Em Belém, foram realizados debates no bairro Terra Firme. Em Curuçambaba, as atividades incluíram a 11ª Marcha da Juventude, organizada na Paróquia Nossa Senhora do Pilar.
Em Manaus, a programação desta segunda-feira se estende das 8h às 17h no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com feira, ato cultural, missa e caminhada até a Bola do Coroado.
Sul tem mobilizações em capitais e cidades do interior
No Paraná, o ato de Curitiba começa às 14h30 na Praça Tiradentes. No litoral, a programação tem concentração às 7h30 no Mercado do Peixe, em Matinhos, e ato político às 10h.
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre recebe caminhada a partir das 9h30, com concentração em frente ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), na rua Coronel Vicente.
Em Lajeado, a mobilização está prevista para as 15h, com caminhada entre a Ponte do Arroio Saraquá e o Parque Beira Rio. Em Santa Cruz do Sul, os participantes se integram ao desfile cívico realizado pela manhã.
Brasília e Mato Grosso também participam
No Distrito Federal, o Grito dos Excluídos ocorre entre 9h30 e 12h na Praça Zumbi dos Palmares, no Plano Piloto.
Em Mato Grosso, Cuiabá recebe ato às 17h30 na Praça Ipiranga. Em Cáceres, a atividade começa às 7h na Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Já em Rondonópolis, a programação ocorre das 8h às 11h na Cúria Diocesana, após um seminário preparatório realizado na Universidade Federal de Rondonópolis.
Mobilização começou em 1995
O Grito dos Excluídos nasceu de debates realizados durante a segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre 1993 e 1994.
A primeira edição nacional foi realizada em 7 de setembro de 1995. Desde então, o movimento utiliza a data da Independência para apresentar demandas de setores populares e organizações sociais e colocar em debate temas ligados à desigualdade, direitos sociais e participação popular.
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