Vale ressaltar que o prefeito Gérlen Diniz é um político de discursos polêmicos, mas nunca se viu qualquer indício de desonestidade em sua carreira.
Petecão se posiciona
Em áudio enviado ao Yaco News o senador Sérgio Petecão (PSD), foi taxativo “Se não tivesse prova, Gerlen jamais faria essa denúncia”.
Petecão afirmou que acompanha o caso com atenção e classificou como “gravíssima” a denúncia mencionada por Gerlen Diniz.
“Eu vi a reportagem no YacoNews, um jornal renomado. Se tratando do Gerlen, que eu conheço há muito tempo, jamais ele faria uma denúncia dessa, dessa cobrança, se ele não tivesse uma prova. Vamos aguardar o desenrolar, porque isso é muito grave. Na verdade, isso é gravíssimo”, declarou o senador.
Não é a 1ª vez que Márcio Bittar tem o nome envolvido em escândalos ligados à emendas parlamentares
Como relator-geral do Orçamento da União, em 2021, no governo Jair Bolsonaro (PL), Bittar ocupou as manchetes nacionais, em função do Orçamento Secreto, esquema que instituiu a apropriação legislativa dos recursos da União, considerado um dos principais entraves ao desenvolvimento do bem-estar dos brasileiros que nunca conseguiu ser revertido. Ou seja continua mantendo os resultados negativos ainda em 2026, apesar dos esforços do ministro Flávio Dino (STF).
Segundo a imprensa nacional, o esquema naquele ano envolveu a destinação de R$ 3 bilhões em emendas do orçamento federal que foram entregues a parlamentares escolhidos a dedo, que puderam dessa forma definir onde seriam aplicados os recursos extraídos dos impostos.
O caso é tão opaco que ninguém sabe ao certo a quantia exata que foi usada pelos parlamentares. Márcio Bittar, de acordo com os jornais e sites nacionais, reservou para si o direito de indicar R$ 467,9 milhões naquele ano.
Mas o Acre, estado que lhe concedeu o mandato de senador, não viu essa bolada. O jornal O Estado de S.Paulo aponta que Márcio Bittar destinou R$ 5o milhões para cidades de Goiás e do Ceará- bem longe do estado que representa.
O jornal O Globo lembra que mesmo assim, o senador pelo Acre tentou capitalizar politicamente na campanha ao governo do Acre em 2022, com propagandas em cima da verba não utilizada no Acre. E em valores aumentados.
Não por acaso, Eliane Nogueira, mãe do presidente do PP, Ciro Nogueira, então ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), ficou em 2º lugar no ranking dos parlamentares que registraram as maiores indicações via emendas do relator ficando atrás apenas de Márcio Bittar. A mãe de Ciro foi responsável pelo gasto de R$ 399,2 milhões via RP9. Detalhe, ela assumiu a cadeira de senadora ocupando a vaga que era do Ciro.
De acordo com O Estadão, a verba do orçamento secreto foi usada em muitos casos para beneficiar empresas de parentes e amigos. Em alguns casos, na compra de tratores e implementos agrícolas superfaturados em até 259% acima dos valores de referência.