Agentes da Polícia Federal estiveram nesta segunda-feira, 23, na sede do Deracre em busca de informações a respeito do contrato da obra de duplicação dos 11 km que separam a entrada de Cruzeiro do Sul do aeroporto da cidade.
A obra de R$ 36 milhões, sob a responsabilidade do Deracre, está sendo executada pelo Consórcio AC-405, que reúne três empresas de construção- a Lima Pinheiro de Mâncio Lima; a construtora Colorado de um primo do governador Gladson Cameli e a EMT Construtora Ltda, de outro primo do governador. Ambos filhos do ex-governador Orleir Cameli ( 1995 a 1999)
A EMT participou da construção do hospital de campanha de Cruzeiro do Sul, que está sob a investigação do Ministério Público Federal, que apura suspeitas de superfaturamento na ordem de 50% na obra. Segundo o MPF, as duas empresas que participaram da obra também possuem estreitas relações de parentesco.
A duplicação dos 11 km ao custo de R$ 36 milhões que iniciou no dia 03 de maio último, se estende da entrada de Cruzeiro do Sul até o aeroporto que leva o nome de Marmud Cameli, o avô do governador.
O tio do atual governador também chegou a ser citado pelo jornal Folha de São Paulo, por misturar negócios de Estado com familiares. A matéria teve como gancho a inauguração da Balsa Hospital. À época Orleir Cameli disse: “Só tenho três pessoas para agradecer: a Deus, ao meu irmão, que construiu a balsa, e ao meu filho, que fez o projeto e comprou os equipamentos”. Ao que o repórter acrescentou: “Com Cameli é assim: não se sabe onde acabam os negócios da família e começam os do governo”.
Aeroporto sem vôos
A previsão de conclusão da obra de duplicação do acesso ao aeroporto de Cruzeiro do Sul é maio de 2022. Em março de 2022, dois meses antes da conclusão prevista, se encerra a obrigação da empresa Gol em operar para Cruzeiro do Sul.
A Gol é a única empresa que oferece vôos de Rio Branco à Cruzeiro do Sul e continua operando por obrigação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Leia Aqui
O diretor-presidente do Deracre, Petrônio Antunes afirmou que a diligência é comum e tudo que os agentes da PF solicitaram, foi repassado.
O diretor-presidente considerou “normal” a operação, mas os funcionários do Deracre discordam.

O jornalista Léo Rosas, publicou a matéria intitulada: “Diretor-presidente do deracre diz que é normal presença da Polícia Federal no órgão”, onde comenta: “Banalizaram ou perderam a vergonha”.
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