A guerra na Ucrânia completa um mês com todos os atores envolvidos buscando se posicionar ante a perspectiva de uma guerra mais prolongada, enquanto buscam elevar a pressão contra o adversário.
Mariupol, porto no mar de Azov sofre o cerco mais brutal desta guerra. Ali, todo o peso da artilharia russa foi aplicado sobre a cidade e, a exemplo do que fez na guerra civil síria em Aleppo, Moscou abriu corredores para tentar se livrar dos moradores.
Por ora, o atrito se impõe, e há relatos de forças russas tomando posições defensivas. Mas o tempo está em favor de Putin, que ampliou seu poder interno e mudou a equação de poder com as elites que o sustentavam. Enquanto isso, as negociações seguem abertas, mas sem avanço.
Já são 3,5 milhões de refugiados e 6,5 milhões deslocados internamente na Ucrânia (23% do país ao todo).
A aliança ocidental, sob a liderança dos EUA vem garantindo a guerrilha de Zelenski ao fornecer armas portáteis antitanque e antiaéreas, embora o ucraniano se queixe a cada pronunciamento na internet ou por vídeos a Parlamentos mundo afora.
Uma especulação corrente nos hoje silenciados meios militares russos, tementes à repressão que afeta todo mundo que falar sobre a “operação militar especial” no país, é de que Varsóvia poderia enviar uma força de paz para os territórios do oeste ucraniano, e o governo de Kiev se mudaria para a capital daquelas áreas, Lviv.
Como fazer isso sem iniciar a Terceira Guerra Mundial é outra questão.
A pressa ocidental também se deve pelo crescente temor de que as fissuras na tessitura que uniu os países contra Putin comecem a se tornar fendas, e que o preço da adoção do regime de sanções comece a ser mais sentido em suas próprias economias –além de hidrocarbonetos, fertilizantes que têm na Rússia grande produtor já estão nos maiores preços da história, o que afeta toda a cadeia de alimentos do mundo.
Não está descartada uma guerra nuclear.
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