Indianos e africanos sofrem com o racismo ao tentar fugir da Ucrânia: "a cor da pele é o passaporte"

“A cor da pele é o passaporte”: indianos e africanos sofrem com o racismo ao tentar fugir da Ucrânia

Cerca de 200 mil africanos que viviam na Ucrânia esbarram no racismo ao tentar fugir da guerra na Ucrânia. Os indianos vivem o mesmo problema.  A cor da pele parece ser um pré-requisito para embarcar nos trens e ônibus e para conseguir ultrapassar a fronteira e entrar na Polônia.

Através dos tuítes dos estrangeiros na Ucrânia é possível acompanhar o sofrimento deles. Alexander Somto Orah (Nze) um nigeriano de 25 anos, posta vídeos e notícias sobre o problema. Tanto o vivido por ele, como de outras pessoas na mesma situação. A comunidade africana no Twitter conta que a ordem para entrar nos trens e ônibus que levam refugiados para a fronteira é: primeiro mulheres e crianças brancas, depois homens brancos e se sobrar lugar embarcam os de pele mais escura. Nze, diz que já estava dentro de um trem quando policiais o mandaram sair: “nem olham os passaportes, só a cor da pele. Quando questionei, me responderam que o trem era apenas para ucranianos”.

As histórias se multiplicam.  Uma jovem nigeriana e seu bebê, foram forçados a sair de um ônibus na Ucrânia para deixar o lugar para uma pessoa branca. “Os Policiais e os guardas das forças armadas dizem que se quisermos chegar à fronteira podemos ir a pé”, afirma um deles. Foi o que fez o  brasileiro jogador de futebol, Edson Fernando (foto abaixo), que deixou a cidade de Lviv com um grupo de colegas atletas para buscar refúgio na Polônia. Veja Aqui

 

Indianos e africanos sofrem com o racismo ao tentar fugir da Ucrânia:
Indianos e africanos sofrem com o racismo ao tentar fugir da Ucrânia: “a cor da pele é o passaporte”

Mesmo tendo feito o percurso a pé, o jogador do Rukh Lviv, foi barrado na fronteira da Polônia e precisou mudar a rota pela Hungria.

Na fronteira com a Polônia os refugiados são recebidos por policiais armados de fuzil.  Os brancos passam, mas os de pele mais escura são orientados a buscar refúgio em países como a Romênia e Hungria.

 

Africanos e indianos reclamam da agressividade dos guardas poloneses. Um desses refugiados teve uma perna quebrada.

A Convenção de Viena, principal instrumento de regulamentação para os acordos internacionais, diz que quando cidadãos de um país estão em perigo por causa de uma guerra, é necessário acolhê-los.

Foto- G1

 

 

 

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