Guerra da Ucrânia: cerco em Mariupol acaba em vitória russa

Guerra da Ucrânia: cerco em Mariupol acaba em vitória russa

O cerco a Mariupol  acabou nesta segunda-feira (16), com o início da retirada das tropas ucranianas.

Cinco ônibus participaram da operação ao longo do dia, de forma coordenada entre Kiev e os russos. Os 53 feridos mais graves foram levados para um hospital em Novoazovsk, cidade ocupada por Moscou a 32 km do complexo siderúrgico Azovstal, onde os ucranianos estavam escondidos em condições apavorantes.

Outros 211 militares foram para Olenivka, uma cidade sob controle dos separatistas russófonos do Donbass, leste ucraniano. Todos são elegíveis a serem trocados por prisioneiros de guerra russos, embora haja dúvidas sobre o futuro daqueles pertencentes ao Batalhão Azov (formado majoritariamente por nazistas), que dividia a resistência local com uma guarnição de fuzileiros navais.

Uma unidade de inspiração neonazista que lutou na guerra civil de 2014 e 2015, o Azov é parte da Guarda Nacional ucraniana. Toda a propaganda belicista russa é baseada na ideia de que é necessário “desnazificar” o vizinho, com a premissa de que todo o sistema político e militar da Ucrânia é fascista.

O comando militar em Kiev determinou o fim das operações de combate em Mariupol. A cidade está sob controle russo desde o mês passado, mas a resistência seguia. Nas últimas semanas, civis foram evacuados do local. Ainda não se sabe o contingente exato a participar da evacuação: há relatos de que 600 militares chegaram a se esconder na siderúrgica.

A resistência ucraniana foi possível pela grande rede de túneis e bunkers dentro do complexo, desenhada nos tempos da União Soviética para aguentar até um ataque nuclear. Sem água, comida ou reforços, contudo, ela ficou impossível. “Eles estão no inferno. Estão sem pernas e braços, exaustos, sem remédios”, disse no começo do dia Natalia Zariskaia, mulher de um soldado do Azov, à agência Reuters.

Os comandantes das forças locais se queixaram, em pelo menos duas ocasiões, de terem sido abandonados à própria sorte por Kiev. Criticaram também o que chamaram de preparação insuficiente para a guerra na cidade.

Via: NoticiaAoMinuto

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