– Vá com Deus
Bem que o deputado Coronel Ulysses (União) poderia ter ido dormir sem vaias mas preferiu bancar o arrogante e arrogância se diminui com vaias. Certos estavam os prefeitos. Estavam na reunião com a bancada federal para conseguir recursos para seus municípios e um de seus deputados federais, justamente uma das pessoas eleitas para auxiliar, se recusou a participar e uma reunião com o presidente da República. “quem quiser que pegue o CD da Roberta Miranda e Vá com Deus”, disse Ulysses no áudio que recebi, mas o jornalista Leo Rosas jura que em meio as vaias em resposta à declaração teve até quem gritasse: “já vai bunda de plástico?”, quando Ulysses se retirava da reunião.
– Mal na foto
Resumo da ópera- Ulysses ficou mal com os prefeitos e com os colegas parlamentares. Todos com a arrogância do deputado militar atravessada na garganta. O senador Sérgio Petecão (PSD) teria comentado: “estou indo para dezesseis anos nesta casa. Já vi muitos parlamentares com um mandato, caírem pela arrogância”. Os jornalistas políticos também, Petecão. Talvez por isso quando os arrogantes surgem, todo mundo olha enviesado como se dissesse “eu sei onde este caminho vai dar”. Se o deputado é passado no autoritarismo e intransigência militar, quem vive na política é passado na casca do alho. Civilidade não faz mal a ninguém. Política é a arte do diálogo, mas nem todos dominam. Ulysses está deputado. Poderia ter deixado os métodos do Bope no passado. No mínimo para não passar vergonha.
– Algo errado
Ou existe algo muito errado no estado ou desaprendi a ler. Documentos pedindo providências contra Policiais Penais fantasmas, pagamento indevido de horas extras, e até transferências suspeitas dos presos da Operação Boi de Ouro, foram encaminhados à direção do Iapen, ao Ministério Público do Acre, ao Tribunal de Contas do Estado, e à Delegacia Geral de Polícia Civil e nada foi feito. No caso dos presos da Operação Boi de Ouro, que apurou o roubo de gado no Acre, os detidos foram transferidos para o pavilhão especial, segundo a denúncia. Outra acusação escabrosa dá conta que alguns policiais penais, apelidados de “amigos do poder” recebem horas extras sem sequer pisarem nos locais destinados ao trabalho extraordinário. E outra acusação gravíssima informa sobre policiais penais que há anos residem fora do estado e mesmo assim continuam a ter progressão na carreira com promoções. Estes da “casta”, estariam terceirizando o serviço. Ou seja, estariam pagando para os Policiais Penais mais humildes tirarem o serviço deles nos plantões.
-…muito errado
Se as denúncias foram feitas, por que não foi aberta uma linha de investigação em nenhum dos órgãos responsáveis? Afinal todos eles dispõem de aparato logístico e da obrigação de apurar os fatos. Nem que seja para constatar a ausência de verdade. Mas uma resposta precisa ser dada. Afinal, é para isso que existem. Também estranha o fato do Sindicato não ter levantado a questão e nem se pronunciado a respeito. Não estou atestando a veracidade do conteúdo do documento, mas cobrar uma apuração é papel de qualquer cidadão. E omissão é crime. O que vale para qualquer um. Inclusive o cidadão que tem uma informação e não cobra esclarecimento. Parece que temos muito a aprender até chegarmos a poder nos considerarmos cidadãos de fato.
– Correção
Meu amigo Gerson Rondon corrigiu notinha da coluna de quarta-feira (29). Segundo ele eu confundi os personagens quando disse que o prefeito da capital, Tião Bocalom (PP) estava sendo comparado ao Nerso da Capitinga. Boca não deixa de citar Acrelândia, e Nerso, de acordo com a nota sempre lembrava de Barbacena. De acordo com Gerson, quem citava Barbacena era outro personagem, seu Joselino Barbacena. Me deu um flagrante de falta de cultura de Escolinha do professor Raimundo.
– Hora Jéssica
Moradores de Cruzeiro do Sul avisam que vão iniciar uma campanha de sensibilização da ex-deputada Jéssica Sales (MDB), para que ela aceite disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2024. “Se ela topar, começaremos a campanha na mesma hora”. Segundo eles, Jéssica é política desde o berço e apesar de ter sido embalada pelos pais Vagner e Antônia Sales, cresceu tanto que agora possui seu próprio brilho. “Tá na hora de Cruzeiro ter uma prefeita sintonizada com os problemas da juventude”, dizem esperançosos, mas talvez não seja tão fácil convencê-la. Jéssica tem sua vida e sua carreira estruturadas. Precisaria de muita abnegação para deixar tudo e assumir uma prefeitura. A não ser que a política fale mais alto…o que aliás está no DNA dela.
– Contorcionismo
Se não servir para outra coisa, pelo menos a passagem da deputada Michelle Melo (PDT) pela liderança do governo vai deixá-la craque em contorcionismo. Chega a dar dó as voltas que a parlamentar precisa fazer para defender o governo sem perder totalmente a característica de política contestadora que a consagrou na Câmara de Vereadores de Rio Branco. Na última tentativa, ao criticar a falta de planejamento que compromete as ações de socorro aos atingidos pela enchente, foi obrigada a reconhecer que a maior parte do trabalho quem está fazendo é a própria população. E nesse caso não teve como isentar o governo do estado das responsabilidades. O que foi compensado com elogios ao Auxílio Emergencial e outras decisões. Soou como: é isso mas não é nada disso, muito pelo contrário. Vai ser interessante observar até onde ela conseguirá ir.
– Absurdo
O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto disse em entrevista coletiva que se fosse cumprir a meta de inflação em 2023 teria que aumentar os juros para 26,5%. Isso significa um aumento de 12,75%, quase o dobro da atual taxa de 13,75% que já é considerada a mais alta do mundo. Depois quando a presidenta nacional do PT pede a exoneração da diretoria do BC, ainda tem quem defenda a política de juros de Campos Neto.
-Moro
Vocês viram? Consegui não falar do Sérgio Moro hoje. Ah! Ele viajou ontem para os EUA. No dia em que Jair Bolsonaro (PL) retornou ao Brasil, Moro viajou. Saiu pelo mesmo aeroporto que Jair chegou. É só. Sem comentários. Segunda-feira tem mais.
Bom dia, governador Gladson Cameli (PP). Agora para complicar a situação ainda aparece um muro né?Superfaturamento de 789% já dá para dizer que é um muro de lamentações?
Esta é uma coluna de opinião
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