Coluna da Angélica- Gladson deixa claro quem manda

Coluna da Angélica- Gladson deixa claro quem manda

1- Deu ruim

Se o deputado Arlenilson Cunha (PL), imaginava conseguir nomear o sucessor de Alexandre Nascimento na presidência do Iapen, deu com os burros n’água. O governo colocou interinamente o delegado Marcos Frank no cargo e já indica que o provisório será permanente. Arlenilson chiou. Disse que a lei garante que somente um policial penal pode assumir o cargo. “Não precisa ser ligado ao meu grupo político”, disse ele, mas fontes da Polícia Penal afirmam o contrário e informam que a questão é exatamente esta. O deputado teria interesse sim em indicar alguém para a presidência. Gente do grupo de Arlenilson teria atuado de maneira nada ortodoxa na questão. Inclusive na maneira como a esposa de Alexandre tomou conhecimento do que ocorria dentro do Iapen. Às vezes a “tática engana mané” falha. O governo não se rendeu à guerra dos grupos. Ponto.

2-Erro

Errou quem pensou que o governador Gladson Cameli (PP), havia sido encantado pelo canto da sereia ou tinha ido pelo beiço para o grupo dos extremistas. De bobo Gladson não tem nem a unha. Nessa aliança com União Brasil/PL para a eleição municipal em Rio Branco, fez que foi mas não foi. Deu um passo à frente e dois atrás. Entregou a Representação do Acre em Brasília para o Fábio Rueda (União). Mas ficou nisso. Pelo menos por enquanto. As desejadas Secretarias de Assistência Social e Saúde permanecem intocadas. Para completar, depois dos sussurros dos bastidores sobre um incentivo para o PSDB lançar candidatura própria, liberou os deputados da base do governo para apoiarem o candidato que quiserem. Gladson ao que parece não caiu no conto do senador Márcio Bittar (União). Os sinais que não entrou “pra valer” na campanha Bocalom/Alysson estão claros. Quem tiver olhos que veja. Os dois casos, tanto o do Iapen quanto a eleição para prefeito de Rio Branco mostram que não se deve subestimar a inteligência de Cameli.

3-Para refletir

“Qualquer cabo pode ser professor mas um professor não pode ser cabo”. Adolf Hitler. Frase especialmente dedicada aos que defendem as escolas cívico-militares e se negam reconhecer  a origem nazista desta ideia.

4-Besteirol

Defender a intenção de taxar as compras da China, de empresas como Shein, Shopee e Ali Express em  nome da proteção da indústria nacional é como difundir a história do pequeno beija-flor que com gotículas de água tenta apagar um incêndio. Ou a que incentiva o cidadão comum a economizar água de seu banho para que não falte água no planeta. O buraco é bem maior e muito mais embaixo. O agronegócio gasta em média 1747 bilhões de litros de água por ano. Para produzir apenas meio litro de coca-cola são gastos 35 litros de água. Portanto, relaxe beija-flor, seu banho rápido não é o que vai evitar o desabastecimento. Dizer que a isenção de impostos para a compra de “brusinhas” da China rouba divisas do Brasil se confronta com as privatizações que entrega empresas nacionais para grupos internacionais, como os aeroportos por exemplo, que mandam milhões e milhões todos os anos para seus países de origem. Olhos atentos observam que a velha história de culpar o pobre continua muito atual. Tanto quanto o alerta de Stanislaw Ponte Preta: “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos”.

5-O sujo e o mal lavado

A Esquerda que comemora o abandono da deputada federal Carla Zambelli (PL) pela Direita é a mesma que abandonou Walter Delgatti, conhecido por “hacker de Araraquara”. Se Delgatti não tivesse  invadido os  telefones de autoridades envolvidas com a operação Lava Jato e mostrado ao Brasil e ao mundo os interesses e as ilegalidades cometidas pelos arautos do combate à corrupção, Lula (PT) poderia estar preso até hoje. O hacker prestou serviço inestimável ao país mas foi abandonado a própria sorte. Para sobreviver voltou-se para a Direita que o acolheu. Conheço vários que passaram pela mesma situação. Inclusive no Acre. E não, não dá para criticar. O estômago não pode se dar ao luxo de ter ideologia. Neste caso específico é o sujo falando do mal lavado.

6-Baixaria

Olhos atentos observai com atenção para além da baixaria explícita que se desenrola no Congresso. Para além das brigas com performances lacradoras como a que ocorreu nesta quarta-feira (05) envolvendo parlamentares do naipe de Zé Trovão (PL), Eder Mauro (PL) e Nikolas Ferreira (PL), tem o projeto de privatização das praias com a liberação dos cassinos, a negociação de Arthur Lira (PP) para alterar os Planos de Saúde para excluir clientes que demandam mais dos planos, como pessoas com autismo, idosos, pacientes oncológicos e até retirar a cobertura de internações. 70% do Congresso é formado por empresários. Uma composição que penaliza o consumidor mais pobre para tentar garantir lucro dos grandes. Não se elege zelador, gari, garçom, recepcionista, dona de casa, professora da rede pública… Se o Congresso é a representação da sociedade brasileira é preciso começar por casa e eleger pessoas comprometidas que defendam os interesses da maioria. O risco é real. Podemos virar o cassino do mundo. Sem escolas públicas, com o sistema de Saúde comprometido, e sem direito a praia, dentre outras perdas.  Em tempo, liberação dos cassinos atende em especial a lavagem de dinheiro e fomenta a prostituição.

7-Pretensão

O líder do prefeito na Câmara de Vereadores, João Marcos Luz (PL), anunciou que pretende apresentar um projeto de lei para proibir crianças de participarem da Parada Gay.  João Marcos refere-se às “nossas crianças”. As dele ele pode impedir. Não as dos outros.  O vereador que quer interferir na liberdade das famílias recebeu o aval do vereador N-Lima (PP): “… somos a maioria de direita, que segue o cristianismo e de repente a minoria está infiltrando nas mentes das pessoas uma tradição que não existe nos princípios cristãos, que é condenado na Bíblia…”. Pausa para o espanto. Não é Bíblia que estabelece as regras do Brasil e sim a Constituição. Alguém poderia avisar os políticos que não vivemos em uma teocracia como o Afeganistão  onde as leis, regulamentos e normas culturais são baseadas em textos religiosos. Onde a divindade deles é o chefe de Estado.  No Afeganistão, música, filmes ou TV só podem ter conteúdo islâmico. As mulheres são proibidas de frequentar a escola e não podem nem ir à janela. São proibidas de rir e seus passos não podem ser ouvidos. Não por acaso nem seus vizinhos aceitam cidadãos afegãos em seus territórios. O Paquistão só tem permite a entrada limitada a quem tem emergência médica.  Tajiquistão e Uzbequistão nem quem está morrendo. Leitor atento resume o trabalho do vereador João Marcos Luz desta maneira: “o trabalho dele na Câmara é só falar de gay, tomar cacetada vereadora Elzinha Mendonça (PP) e defender empréstimo do Bocalom”.

8-…e passagem de pano

Vale ressaltar que a Extrema Direita bebe até se afogar nas distorções do Brasil ParaLesos, uma empresa adepta de teoria de conspirações que tem entre seus executivos mais importantes um envolvido em divulgação de imagens de pedofilia.  Pornografia infantil. Sexualização de crianças além de incitação a estupros e feminicídio. O Brasil ParaLesos se prepara para lançar conteúdo para crianças. A  Agência Pública fez uma uma reportagem completa sobre Konrad Scorciapino, o tal importante executivo. E o Brasil ParaLesos, repito, vai lançar conteúdo para crianças. Tudo devidamente protegido pelo manto da liberdade de expressão.  Mas é a Parada Gay que ameaça o futuro das crianças brasileiras. Quiz- a ignorância domina alguns políticos ou alguns políticos são dominados  pela ignorância? Respostas no e-mail.

Bom dia, deputada Maria Antônia (PP). Leitor de Manoel Urbano sugere que Vossa Excelência dê uma aula sobre Casa de Passagem ao deputado Tanízio Sá (MDB). Por que será hein?

Coluna de opinião e reflexão

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Imagem- Sangue, suor e palavras

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