Escalada autoritária: Trump promove ataques a direitos civis e liberdades fundamentais mas tem oposição

Escalada autoritária: Trump promove ataques a direitos civis e liberdades fundamentais mas tem oposição

Direitos Civis e liberdades fundamentais estão ameaçadas nos Estados Unidos

A escalada nos ataques a direitos civis e liberdades fundamentais nos Estados Unidos foi alertada pelo ex-presidente Barack Obama e pela ex-vice Kamala Harris.

Para o ex-presidente dos EUA, as ações do governo Trump colocam em xeque pilares básicos da democracia americana com repressão a imigrantes, perseguição a dissidentes, retaliação a veículos de imprensa,  intervenções no sistema judiciário e cerco às universidades.

Sob o pretexto de combater o antissemitismo, Trump retirou financiamento público de universidades da Ivy League, como Harvard, Columbia, Princeton e Universidade da Pensilvânia. A justificativa oficial é de que essas instituições teriam sido coniventes com protestos pró-Palestina em seus campi.

A voz do ex-presidente e da ex-vice se unem à do senador Bernie Sanders

Bernie Sanders está em uma campanha nacional intitulada Turnê de Combate à Oligarquia (Fighting Oligarchy Tour) onde ele fala com veemência contra o presidente Donald Trump, o Partido Republicano e os bilionários que agora dominam a política dos EUA e agem contra os sistemas de bem-estar social e os sindicatos.

Sanders está conclamando as pessoas a criarem um movimento que possa defender a seguridade social, o Medicaid e a educação pública, bem como os trabalhadores federais e seus sindicatos que estão sendo atacados. Sanders também está planejando forçar votações no Senado para bloquear US$ 8,8 bilhões em armas para Israel. “Netanyahu (o primeiro-ministro israelense Benjamin) violou claramente as leis americanas e internacionais nessa guerra brutal, e precisamos acabar com nossa cumplicidade nessa carnificina”, diz Sanders.

Com o aval de Trump, Musk demitiu cerca de 40.000 funcionários federais. E, em 27 de março, Trump assinou uma ordem executiva acabando com a negociação coletiva, ou seja, destruindo efetivamente os sindicatos de dezenas de milhares de outros.

Mas a resistência está crescendo em diferentes formas e tomando as ruas de todo o país. Os comícios de Sanders estão reunindo dezenas de milhares e os sindicatos preparam protesto nacional.

As pessoas que comparecem aos comícios de Sanders estão irritadas com Trump, decepcionadas com o Partido Democrata e procurando alguém que fale, não por elas, mas com elas. Como diz Sanders, “Não sou eu, somos nós”. Sanders diz às multidões: “Podemos nos organizar em nível de base. Podemos nos tornar sindicalistas fortes. Não vamos deixar que a classe bilionária tenha todo o poder. Nossa mensagem para eles é: As pessoas lutaram e morreram para criar uma sociedade democrática. Vocês não vão tirá-la de nós”.

Imagem- Movimento Revista

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